United Airlines corta voos pouco rentáveis e prevê petróleo a US$ 175 por barril devido à guerra no Irã

Mercado Financeiro20 horas atrás8 Visualizações

A United Airlines vai reduzir ainda mais a oferta de voos que geram pouca ou nenhuma rentabilidade nos próximos dois trimestres, medida adotada em meio à expectativa de manutenção de preços elevados de combustível de aviação provocados pela guerra no Irã.

Em memorando interno distribuído na sexta-feira (20), o presidente-executivo Scott Kirby informou que a companhia se prepara para um cenário em que o barril de petróleo chegue a US$ 175 e permaneça acima de US$ 100 até o fim de 2027. Nessas condições, a despesa anual com combustível aumentaria em cerca de US$ 11 bilhões — mais que o dobro do lucro registrado no melhor ano da empresa, segundo o executivo.

Os preços do querosene de aviação quase dobraram desde o fim de fevereiro, ampliando custos em todo o setor e forçando mudanças de rotas por causa de restrições no espaço aéreo do Oriente Médio. Apesar da pressão, as companhias aéreas norte-americanas conseguiram repassar parte dos gastos ao consumidor, sustentadas por demanda robusta e oferta mais contida.

“Existe uma boa chance de o cenário não ser tão grave, mas não há grandes desvantagens em estarmos preparados”, escreveu Kirby.

Cortes na malha

A United já vinha eliminando voos de menor procura, como frequências no meio da semana, aos sábados e durante a madrugada. Agora, a empresa planeja cancelar cerca de três pontos percentuais de operações fora do horário de pico no segundo e no terceiro trimestres, concentrando os ajustes em rotas com demanda mais fraca.

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Imagem: redir.folha.com.br

A companhia também pretende retirar aproximadamente um ponto percentual da capacidade no aeroporto Chicago O’Hare e manter suspensos os voos para Tel Aviv e Dubai. Somadas, as medidas representam redução de cerca de cinco pontos percentuais na capacidade originalmente programada para 2026.

Efeito do conflito

Para Kirby, o confronto no Oriente Médio já provocou a maior ruptura na indústria aérea desde a pandemia de Covid-19. O fechamento de aeroportos estratégicos na região obrigou os aviões a percorrer rotas mais longas e, portanto, com maior consumo de combustível.

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