Goldman Sachs eleva projeção do Brent para 2026 a US$ 85; banco aponta risco de até US$ 135 em cenário extremo

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São Paulo, 23 de março de 2026 – O Goldman Sachs revisou para cima suas estimativas para o preço do petróleo. A previsão para o Brent em 2026 passou de US$ 77 para US$ 85 por barril, enquanto a do WTI subiu de US$ 72 para US$ 79.

Para o quarto trimestre de 2026, o banco agora vê o Brent em US$ 80 (antes US$ 71) e o WTI em US$ 75 (antes US$ 67).

Detalhamento da nova projeção

Segundo o relatório, a estimativa de US$ 85 para o Brent é composta por:

  • US$ 62 ligados a fatores independentes do conflito no Irã;
  • US$ 9 referentes ao aumento dos estoques comerciais e ao impacto sobre a diferença entre preços à vista e futuros;
  • US$ 4 decorrentes da alta prevista para as cotações futuras;
  • US$ 5 associados ao posicionamento do mercado diante de riscos geopolíticos e rotação de ativos.

Impacto do Estreito de Ormuz

O Goldman Sachs agora trabalha com o cenário de que os fluxos pelo Estreito de Ormuz permanecerão em apenas 5% do normal por seis semanas, seguido de recuperação gradual ao longo de um mês. O banco também destaca que a elevada concentração da produção e da capacidade ociosa deve elevar estruturalmente o nível de estoques estratégicos.

Com isso, a instituição projeta preço médio do Brent de US$ 110 em março e abril de 2026, ante US$ 98 estimados anteriormente. Para abril, a expectativa saltou de US$ 85 para US$ 115 por barril, 62% acima da média de 2025.

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Imagem: Estadão Conteúdo via moneytimes.com.br

Cenários de risco

O relatório indica que, no curto prazo, o mercado tende a exigir um prêmio de risco maior para conter a demanda e proteger-se de possíveis faltas de oferta. Caso o bloqueio em Ormuz limite o fluxo a 5% do normal por 10 semanas, o banco vê duas possibilidades:

  • Cenário adverso: preço entre US$ 105 e queda para US$ 100 no quarto trimestre de 2026, assumindo reabertura do estreito e recuperação da oferta;
  • Cenário extremamente adverso: perda persistente de 2 milhões de barris por dia no Oriente Médio, levando o Brent a até US$ 135 antes de convergir para US$ 115 no quarto trimestre.

O Goldman Sachs também aponta riscos de baixa. Uma eventual suspensão das ações militares dos Estados Unidos poderia reduzir rapidamente o prêmio de risco. Embora não faça parte do cenário base, o banco não descarta restrições norte-americanas às exportações de petróleo, fator que ampliaria a diferença de preços entre WTI e Brent.

Por enquanto, a projeção central segue em US$ 85 para o Brent e US$ 79 para o WTI em 2026.

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