Tesouro Reserva entra na reta final de testes no Banco do Brasil e deve chegar a todos os clientes em abril

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O Tesouro Reserva, novo título do Tesouro Direto criado para rivalizar com a caderneta de poupança, está sendo testado por um grupo restrito de correntistas do Banco do Brasil (BB) e tem lançamento amplo previsto para abril, informou a instituição nesta quarta-feira (24).

De acordo com nota do banco, os “últimos ajustes” estão sendo concluídos em parceria com a Secretaria do Tesouro Nacional e a B3. Assim que a fase de testes for encerrada, a oferta será estendida a todos os clientes ao longo do próximo mês.

Como vai funcionar

A compra do Tesouro Reserva será feita exclusivamente pelo aplicativo Investimentos BB, na área dedicada ao Tesouro Direto. O pagamento ocorrerá por Pix e o resgate será creditado diretamente na conta corrente do investidor, também via app.

O novo papel permite aplicações a partir de R$ 1, resgates a qualquer dia e horário, não sofre marcação a mercado e acompanha a variação da taxa Selic. Na prática, funcionará como uma conta remunerada, competindo com poupança, “caixinhas” dos bancos, fundos DI e o próprio Tesouro Selic.

Venda simbólica já começou

No balanço mensal do Tesouro Direto referente a fevereiro, divulgado nesta terça-feira (24), o Tesouro Nacional informou que as vendas iniciais do Tesouro Reserva somaram R$ 100 mil, valor considerado simbólico por ainda estar em etapa piloto.

Objetivo é ampliar o acesso

Mário Perrone, head de Captação e Investimentos do BB, destacou que o produto foi pensado para simplificar o investimento, oferecer movimentação em horário estendido e permitir aportes baixos, favorecendo a formação de reserva de emergência e a diversificação da carteira de pequenos investidores.

Opinião de analistas

Para Mayara Rodrigues, analista de renda fixa da XP Investimentos, o Tesouro Reserva pode se tornar porta de entrada para quem possui apenas poupança. Segundo ela, o rendimento deve ficar próximo ao do Tesouro Selic, mas com resgates mais flexíveis e tíquete mínimo inferior. A analista avalia ainda que o título tende a disputar recursos com CDBs de liquidez diária, embora a integração desses produtos ao ambiente bancário possa pesar na escolha do investidor.

Mayara lembra que a concentração do brasileiro na poupança permanece alta e que o novo título pode estimular a educação financeira, mas reforça a necessidade de o investidor compreender as diferenças entre os diversos papéis disponíveis no Tesouro Direto para evitar equívocos.

Com a oferta do Tesouro Reserva, o governo pretende reforçar o movimento já observado de migração de recursos da poupança para alternativas como CDBs, títulos bancários e outros títulos públicos.

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