Em texto publicado em março de 2026, o jornalista Vinicius Torres Freire afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva provocou novo desgaste político com comentários feitos na semana passada sobre os gastos da população. Segundo o colunista, Lula declarou que o uso de celular, Pix e cartões de crédito facilita despesas que acabam consumindo o salário inteiro, acrescentando que “sabe disso porque tem mulher e filha”. Ele ainda disse que, sem dinheiro, o povo fica “zangado” e “xinga” o governo.
Para Freire, os trechos geraram material de campanha para a oposição, que já dissemina vídeos curtos com as falas do presidente. O jornalista avalia que a repercussão negativa pode aumentar o descontentamento do eleitorado, especialmente se Lula for percebido como alguém que culpa o público pelas dificuldades financeiras.
O governo anuncia que pretende adotar ações para aliviar o impacto dos juros elevados, mas o colunista considera improvável que as medidas tenham efeito significativo. Ele destaca que:
Freire observa que o número de empregados cresce e o salário médio real avança acima de 5% ao ano, mas projeta que esse ritmo deve cair para perto de zero com o desaquecimento da economia. Ele lembra que medidas como correção do Imposto de Renda e subsídios a gás ainda podem surtir efeito, embora parte da população encare essas ações como obrigação governamental.
Em relação aos combustíveis, o governo teria poucas alternativas caso o conflito externo eleve preços internacionais. As opções se limitariam a subsídios ou à transferência de custos para a Petrobras, aponta o jornalista.
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O colunista antecipa que temas como o caso Master, o volume de emendas parlamentares e as dificuldades no INSS devem gerar novos escândalos. Ele alega que a gestão previdenciária foi marcada por “incompetência e descaso”, resultando em filas e denúncias de irregularidades.
No aspecto eleitoral, Freire cita pesquisas em que a votação de Flávio Bolsonaro aparece empatada com a de Lula, ressaltando a possibilidade de o senador ultrapassar o presidente caso confirme candidatura. Para o jornalista, o governo falha em apresentar mensagens que dialoguem com um país que mudou desde 2013 e permanece dependente de lideranças antigas.
Freire conclui que o Planalto precisa reformular a comunicação e preparar respostas para um ano que promete juros altos, inflação resistente, economia mais fraca e disputas políticas acirradas.