TÓQUIO – A Sony Group anunciou um novo aumento global nos preços do PlayStation 5, o segundo em menos de um ano, atribuindo a decisão ao encarecimento de componentes-chave, como chips de memória. Nos Estados Unidos, o acréscimo será de US$ 100 a partir de 2 de abril.
Com o reajuste, o modelo padrão do PS5 passará de US$ 549,99 para US$ 649,99. A versão Digital Edition subirá para US$ 599,99, enquanto o PS5 Pro chegará a US$ 899,99. O acessório PlayStation Portal Remote Player também ficará mais caro: de US$ 199,99 para US$ 249,99.
Segundo a companhia, aumentos semelhantes entrarão em vigor na Europa e no Japão após “avaliação cuidadosa” das pressões de custo em suas cadeias de suprimentos globais. A Sony já havia elevado o preço do console em cerca de US$ 50 nos Estados Unidos em agosto do ano passado.
Analistas projetam que a nova alta pode frear o crescimento do setor de videogames em 2024. A Epic Games, desenvolvedora de “Fortnite”, citou a queda nas vendas de consoles ao cortar 1.000 postos de trabalho na semana passada. A GameStop, por sua vez, planeja fechar 30 lojas no estado de Nova York diante da redução nas receitas.
No trimestre de festas, entre outubro e dezembro, a Sony vendeu 8 milhões de unidades do PS5, recuo de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior. O videogame está no mercado há cerca de seis anos.
Imagem: Eric Revell FOXBusiness via foxbusiness.com
A demanda crescente por semicondutores voltados a inteligência artificial tem levado fabricantes a priorizar chips de maior margem para data centers, restringindo o fornecimento a dispositivos de consumo. Esse cenário também levou a Microsoft a reajustar os preços do Xbox em 2025.
O avanço da inteligência artificial motivou ainda o empresário Elon Musk a anunciar o projeto “Terafab”, complexo que reunirá duas unidades de produção de chips avançados: uma para veículos elétricos da Tesla e robôs humanoides Optimus, e outra para data centers espaciais da SpaceX. “Ou construímos a Terafab ou ficamos sem chips”, afirmou Musk.
Com os novos preços, a Sony busca equilibrar margens em meio à escassez de componentes, enquanto o setor de games observa com cautela o impacto sobre as vendas nos próximos meses.