Trump celebra criação de 178 mil empregos em março e queda do desemprego nos EUA

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O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou nesta sexta-feira (29) o resultado acima do esperado do relatório de empregos de março, divulgado pelo Bureau of Labor Statistics (BLS). Segundo o órgão, a economia norte-americana gerou 178 mil postos de trabalho no mês, número que inclui a eliminação de 8 mil vagas no setor público.

“Feliz e abençoada Sexta-feira Santa para todos, especialmente para os 186 mil americanos que conquistaram empregos no setor privado só em março”, escreveu Trump em rede social. O ex-mandatário atribuiu o avanço ao que chamou de “poderoso motor de crescimento” criado por suas políticas econômicas e destacou o aumento nas vagas de construção de fábricas, impulsionado, segundo ele, por tarifas e pelo movimento de retorno de investimentos ao país. Trump também afirmou que o déficit comercial encolheu 52% em um ano.

Desempenho supera projeções

O ganho de 178 mil empregos representa cerca de três vezes o número previsto pela maioria dos economistas e contrasta com a perda revisada de 133 mil postos registrada em fevereiro. A taxa de desemprego recuou de 4,4% para 4,3%, enquanto a participação da força de trabalho caiu para 61,9%, o menor patamar desde novembro de 2021.

O BLS revisou ainda os dados dos dois meses anteriores. Janeiro passou de criação de 126 mil para 160 mil vagas, aumento de 34 mil. Fevereiro, por sua vez, foi revisto de perda de 92 mil para 133 mil empregos, aprofundando o resultado negativo em 41 mil. No conjunto, janeiro e fevereiro ficaram 7 mil empregos abaixo do informado inicialmente.

Setor de saúde lidera contratações

Em março, a área de saúde puxou as contratações com 76,4 mil novos postos, impulsionada pelo retorno de trabalhadores após o fim da greve na rede Kaiser Permanente em fevereiro. Analistas do mercado também observam mudanças no mercado de trabalho provocadas pelo avanço da inteligência artificial, especialmente em funções de baixa qualificação.

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Imagem: Brie Stimson FOXBusiness via foxbusiness.com

“Os ganhos médios por hora subiram 3,5% em relação a março do ano passado, dando poder de compra suficiente para que os consumidores enfrentem a inflação persistente”, avaliou Jeffrey Roach, economista-chefe da LPL Financial. Para ele, o cenário oferece ao Federal Reserve mais tempo para observar a evolução dos preços antes de alterar os juros.

Impacto de conflitos ainda incerto

Alguns economistas alertam que os dados divulgados ainda não refletem totalmente o novo conflito no Oriente Médio. “As informações são, em grande parte, retrospectivas e provavelmente não captam o aumento recente dos preços de energia nem outros riscos associados à guerra no Irã”, escreveu Thomas Simons, economista-chefe da Jefferies.

Por enquanto, o relatório de março não alterou as expectativas predominantes de que o Federal Reserve manterá as taxas de juros no nível atual pelas próximas reuniões.

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