Juros futuros de curto prazo disparam após IPCA surpreender para cima

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A curva de juros futuros encerrou o pregão desta sexta-feira (9) com forte abertura nos contratos de prazo mais curto, refletindo a aceleração da inflação em março. Os vértices intermediários avançaram com menor intensidade, enquanto as taxas longas mantiveram movimento de queda iniciado em sessões anteriores.

Movimento na curva local

• DI jan/27: alta de 14 pontos-base, encerrando a 14,060% ao ano (13,920% no ajuste anterior).
• DI jan/29: alta para 13,380% ao ano, ante 13,305% no fechamento anterior.
• DI jan/36: queda para 13,455% ao ano, frente a 13,595% na véspera, recuo de 14 pontos-base.

Inflação brasileira pressiona expectativas

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,88% em março, superando as projeções do mercado. No acumulado de 12 meses, a taxa atingiu 4,14%, permanecendo dentro do intervalo de tolerância da meta de 3% do Banco Central, que admite variação de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Analistas apontaram combustíveis, alimentos e serviços como os principais vetores da surpresa inflacionária.

Impacto sobre a Selic

Após a divulgação do IPCA, os contratos futuros passaram a descartar a possibilidade de corte de 0,50 ponto percentual na taxa Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) prevista para o fim de abril. A aposta majoritária migrou para um corte de 0,25 ponto, cuja probabilidade avançou de 75% para 90%. A Selic está em 14,75% ao ano.

Treasuries sobem com CPI nos EUA

Nos Estados Unidos, os rendimentos dos Treasuries também reagiram a dados de preços. O yield do título de dois anos, sensível à trajetória da política monetária, fechou a 3,779% (3,783% no ajuste anterior). Já o retorno da referência de dez anos recuou a 4,317%, contra 4,293% no dia anterior.

Juros futuros de curto prazo disparam após IPCA surpreender para cima - Imagem do artigo original

Imagem: Liliane de Lima via moneytimes.com.br

O índice de preços ao consumidor (CPI) norte-americano avançou 0,9% em março, acumulando 3,3% em 12 meses, acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve.

Expectativa para juros nos EUA

Perto do encerramento dos mercados, dados do FedWatch (CME Group) indicavam 57,6% de probabilidade de início do ciclo de cortes nos Fed Funds em setembro. No começo da semana, junho era visto como o cenário mais provável. A taxa básica norte-americana permanece no intervalo de 3,50% a 3,75% ao ano.

Na véspera, o Bureau of Economic Analysis informou que o Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) subiu 0,4% em fevereiro; o núcleo, que exclui alimentos e energia, também avançou 0,4% no mês, ficando em 2,8% e 3% em 12 meses, respectivamente.

Cenário geopolítico

Negociações por um acordo de paz voltaram ao radar dos investidores. O Irã declarou que aceitará iniciar conversas se suas pré-condições forem atendidas. Representantes norte-americanos e iranianos devem se reunir neste sábado (11) em Islamabad, no Paquistão. Conversas entre Israel e Líbano estão previstas para a próxima semana, nos Estados Unidos.

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