São Paulo, 19 de abril de 2026 – Relatório do UBS Wealth Management afirma que a combinação de incertezas geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, pressões inflacionárias, dúvidas sobre o crescimento global, níveis de endividamento e impactos da inteligência artificial exige portfólios mais resilientes.
O banco suíço sugere que investidores mantenham alocação ampla em ações, distribuídas por setores e regiões, e adotem estratégias de proteção (hedge) para enfrentar um ambiente potencialmente volátil. Segundo a instituição, “diversificação de portfólio continua sendo a maneira mais eficaz de navegar cenários incertos”.
O relatório destaca o ouro como ferramenta de hedge contra a inflação. O metal recuperou as baixas registradas no fim de março e segue sustentado por:
Para o petróleo Brent, a projeção é de preço acima de US$ 90 por barril até o fim de 2026, devido ao tempo necessário para normalizar os fluxos de energia no Estreito de Ormuz. O UBS WM também mantém visão positiva para metais industriais, como cobre e alumínio, por serem essenciais à transição para eletrificação.
Entre instrumentos que podem limitar perdas sem abandonar a exposição em ações, o banco cita a utilização de puts (warrants de venda) como forma de ajustar risco conforme a evolução do mercado.
O UBS WM observa enfraquecimento do índice DXY, que devolveu quase todos os ganhos obtidos desde o início do conflito EUA-Irã. Na última semana, o indicador recuou 0,48%, acumulando queda de 1,63% em 30 dias.
Imagem: Anna Scabello via moneytimes.com.br
A instituição projeta nova depreciação do dólar até o fim de 2026 frente a várias moedas do G10 e de emergentes, caso o Federal Reserve retome o ciclo de afrouxamento monetário ainda este ano. Apesar disso, recomenda cautela ao se posicionar de forma decisiva no curto prazo, citando a possibilidade de nova escalada no conflito.
Como alternativa tática, o relatório sugere estratégias de venda de volatilidade, incluindo vender a alta do euro contra o dólar em horizonte de um mês. O banco continua vendo valor no dólar australiano, no yuan chinês e em outras moedas de mercados emergentes com rendimentos elevados.
Por fim, o UBS WM reforça que investidores devem alinhar a exposição cambial aos passivos e planos de gasto de longo prazo, reduzindo o risco de oscilações que comprometam metas financeiras.