Secretário do Tesouro contesta acusação de que alívio de sanções rendeu US$ 14 bilhões ao Irã

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Washington, D.C. – O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, rebateu nesta quarta-feira (data não informada) a afirmação do senador Chris Coons (Partido Democrata-Delaware) de que o regime iraniano teria obtido US$ 14 bilhões em receitas adicionais após a concessão temporária de isenções a exportações de petróleo.

Durante audiência no Subcomitê de Verbas do Senado sobre o orçamento fiscal de 2027, Coons declarou que “estimativas indicam” ganhos bilionários do Irã desde que Washington autorizou, em março, licenças de 30 dias para venda de petróleo. O parlamentar comparou o valor ao pagamento de US$ 1,7 bilhão feito à República Islâmica na administração de Barack Obama e classificou o alívio como “um terrível erro em tempos de guerra”.

Bessent rejeitou a acusação, chamando o número de “mito” e “ponto de fala do DNC”. “Se alguém puder me mostrar de onde saem esses 14 bilhões, fico à disposição para conferir”, afirmou. O secretário negou também que a Rússia tenha se beneficiado financeiramente das medidas.

Justificativa do Tesouro

O chefe da pasta explicou que as isenções foram concedidas com o objetivo de ampliar a oferta global de petróleo e evitar alta mais acentuada nos preços. Segundo ele, o Tesouro colocou “mais de 250 milhões de barris no mercado”, o que teria mantido a cotação em torno de US$ 100. “Sem o alívio, poderíamos estar falando em US$ 150 o barril”, argumentou. Bessent calculou que, mesmo com desconto de 20% no preço praticado por Moscou, a receita russa seria inferior a um cenário de valores mais altos e menor oferta.

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Imagem: Robert McGreevy FOXBusiness via foxbusiness.com

Os benefícios temporários ao Irã foram prorrogados por mais 30 dias nesta quarta-feira. Questionado se o governo considera estender linhas de swap cambial a países do Golfo e parceiros asiáticos, Bessent confirmou que há pedidos. “As linhas ajudam a manter a ordem nos mercados de financiamento em dólar e evitam vendas desordenadas de ativos norte-americanos”, explicou, citando os Emirados Árabes Unidos como um dos interessados.

A reportagem solicitou comentários adicionais ao Departamento do Tesouro e ao gabinete do senador Coons, mas não obteve resposta até o fechamento deste texto.

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