Em coluna publicada em abril de 2026 no blog De Grão em Grão, o planejador patrimonial Michael Viriato afirma que muitos projetos financeiros fracassam não por falta de potencial, mas por abandono prematuro.
Segundo o especialista, investidores costumam trocar de estratégia ou interromper aportes quando os primeiros resultados parecem modestos, deixando de aproveitar o crescimento que viria no longo prazo. A atitude, ressalta ele, gera prejuízos silenciosos: o ganho que não se concretiza não aparece em extratos nem em cobranças, mas reduz o patrimônio futuro.
Viriato recorre à frase atribuída a Aristóteles — “a paciência é amarga, mas seu fruto é doce” — para ilustrar a necessidade de persistência. Ele compara o processo de investir ao ato de aquecer água: durante muito tempo nada parece acontecer, mas, pouco antes da fervura, a transformação se torna visível. Desligar o fogo cedo demais, alerta, impede que o objetivo seja alcançado.
O colunista cita exemplos frequentes de desistência: saída de carteiras diversificadas após períodos de baixa, suspensão de planos de previdência privada por parecerem distantes e abandono de seguros que protegem a família. Para ele, a mesma lógica vale para saúde, carreira e relações pessoais, cujos benefícios também exigem constância.
Imagem: redir.folha.com.br
Na avaliação de Viriato, a questão principal para o investidor nem sempre é encontrar um ativo mais rentável, e sim verificar se não está desistindo antes do tempo necessário para que a estratégia mostre resultados. “Prosperar”, conclui o planejador, depende mais de permanecer em caminhos sensatos do que de buscar atalhos.