Salão de Pequim exibe 1.400 veículos e reforça protagonismo da China na indústria automotiva

Mercado Financeiroagora mesmo6 Visualizações

O Salão de Pequim 2026, aberto ao público até domingo (3), reúne 1.400 automóveis e consolida a China como centro da indústria automotiva mundial. A maioria dos modelos expostos é de marcas locais, evidenciando a força das fabricantes chinesas na oferta de versões elétrica, híbrida e a combustão de um mesmo carro.

Entre os destaques está o SUV compacto Ora 5, da Great Wall Motors (GWM), que chegará em breve ao Brasil na configuração totalmente elétrica.

Brasil no radar das montadoras chinesas

Com cerca de 2,5 milhões de carros novos vendidos por ano, o mercado brasileiro é considerado estratégico pelas empresas da China. “A América do Norte, especificamente EUA e Canadá, tem a barreira alfandegária mais forte. Para homologar um motor nos EUA, são praticamente três anos”, afirmou Jack Wey, chairman da GWM, a jornalistas brasileiros. “As principais montadoras americanas, sem as barreiras, não suportariam a competição.”

Wey acrescentou que a Europa tende a restringir ainda mais a entrada de veículos chineses, o que leva a companhia a mirar o Brasil tanto para consumo quanto para exportação. Além da fábrica de Iracemápolis (SP), a montadora instalará uma segunda linha de produção no Espírito Santo.

Lançamentos direcionados ao país

A BYD apresentou o conversível elétrico Denza Z, de 1.014 cv, que acelera de 0 a 100 km/h em cerca de dois segundos. A estreia no Brasil está prevista para o segundo semestre.

A japonesa Nissan também usará a China como base de exportação. O SUV elétrico NX8, desenvolvido em parceria com a Dongfeng, deve desembarcar no mercado brasileiro na versão com extensor de alcance, na qual um motor a combustão recarrega a bateria.

Protótipos e inovações

Conhecida por seus aspiradores de pó, a Dreame levou ao evento o conceito Nebula Next 01X, um SUV elétrico que lembra a Ferrari Purosangue. Em janeiro, na CES de Las Vegas, a empresa já havia mostrado um cupê elétrico de 1.876 cv.

Salão de Pequim exibe 1.400 veículos e reforça protagonismo da China na indústria automotiva - Imagem do artigo original

Imagem: redir.folha.com.br

No estande da Changan, o veículo autônomo Kaicheng chama a atenção. Voltado para entregas urbanas, o modelo dispensa bancos, janelas e volante, guiando-se por geolocalização. A marca também expõe carros tradicionais, como o SUV CS55, que chegará ao Brasil por meio da parceria com o grupo Caoa.

Modelos exclusivos para o mercado chinês

A Volvo — pertencente ao grupo Geely — mostra a van elétrica de grande porte EM90, equipada com portas corrediças laterais e fabricada apenas para a China.

O grupo Volkswagen lançou uma subdivisão da Audi específica para o país, batizada de AUDI (em caixa alta e sem as quatro argolas). O primeiro produto é o SUV de luxo elétrico E7X.

Cultura das “cópias” persiste

Mesmo com a evolução tecnológica, ainda há réplicas de modelos estrangeiros, casos de projetos inspirados no Porsche Panamera e no Land Rover Defender. Diferentemente do passado, porém, esses clones exibem acabamento superior.

O Salão de Pequim encerra-se no domingo, confirmando a mudança de eixo da indústria automotiva global em direção à China.

0 Votes: 0 Upvotes, 0 Downvotes (0 Points)

Deixe um Comentário

Comentários Recentes

Pesquisar tendência
Redação
carregamento

Entrar em 3 segundos...

Inscrever-se 3 segundos...

Todos os campos são obrigatórios.