A fabricante finlandesa de elevadores Kone anunciou nesta quarta-feira (29) a compra da alemã TK Elevator por 29 bilhões de euros (R$ 169,41 bilhões), na maior operação corporativa já registrada na Finlândia.
O acordo prevê o pagamento de 5 bilhões de euros (R$ 29,21 bilhões) em dinheiro, cerca de 15 bilhões de euros (R$ 87,63 bilhões) em ações da própria Kone e a assunção de 9,2 bilhões de euros (R$ 53,74 bilhões) em dívidas da TK Elevator.
Segundo o presidente-executivo da Kone, Philippe Delorme, a união “aumentará de forma significativa a capacidade de atender à demanda por soluções e serviços confiáveis e sustentáveis em um mercado em rápida evolução, ao mesmo tempo em que forma uma equipe global mais forte e diversificada”.
A nova companhia deverá registrar vendas anuais de aproximadamente 21 bilhões de euros (R$ 122,69 bilhões), combinando a forte presença da Kone na Ásia com a atuação expressiva da TK Elevator nos Estados Unidos. Ambas vêm priorizando o segmento de serviços, considerado mais estável e lucrativo.
As empresas estimam gerar economias de 700 milhões de euros (R$ 4,09 bilhões) por ano no prazo de até três anos após a conclusão da transação, por meio da integração de pesquisas, desenvolvimento e redes de atendimento.
Imagem: redir.folha.com.br
O negócio ainda depende do aval de órgãos antitruste e não deve ser finalizado antes do segundo trimestre de 2027. Delorme afirmou que a Kone entende melhor as questões de concorrência do que na tentativa frustrada de adquirir a rival em 2020 e trabalhará com reguladores para garantir o aval.
Em 2020, os fundos de private equity Advent e Cinven compraram a TK Elevator por 17 bilhões de euros da alemã Thyssenkrupp, superando oferta que incluía a própria Kone. Desde então, a TK avaliava uma abertura de capital ou venda parcial. A empresa registrou receita de cerca de 9,2 bilhões de euros no exercício encerrado em setembro.
De acordo com o CEO da TK Elevator, Uday Yadav, a demanda por elevadores tende a crescer com o envelhecimento da população global. Há hoje 22 milhões de elevadores em operação no mundo, dos quais 30% têm mais de 20 anos e podem precisar de modernização.