Nova York, 30 de abril – As divisões filantrópicas da Fidelity e da Vanguard interromperam temporariamente os repasses ao Southern Poverty Law Center (SPLC) por meio de fundos orientados por doadores, depois que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciou a entidade por supostos crimes financeiros.
A acusação, apresentada na semana passada, inclui fraude eletrônica, conspiração para ocultação e lavagem de dinheiro. O governo federal alega que o SPLC desviou aproximadamente US$ 3 milhões em doações para pessoas ligadas a grupos extremistas como Unite the Right, Ku Klux Klan e Aryan Nations.
O Fidelity Charitable, braço de caridade da Fidelity Investments, informou a um contribuinte que o SPLC “não é elegível para receber doações enquanto a investigação governamental estiver em andamento”, conforme suas normas internas.
Em posicionamento semelhante, o Vanguard Charitable explicou que suspende repasses quando uma organização “é acusada de atividades que podem comprometer sua finalidade beneficente isenta de impostos”. A instituição acrescentou que todas as decisões se baseiam nas informações disponíveis no momento da recomendação do grant.
Fundos orientados por doadores — conhecidos pela sigla DAF, do inglês donor-advised funds — permitem que indivíduos deduzam o valor doado no imposto de renda e, posteriormente, indiquem as entidades que receberão os recursos.
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Após o indiciamento, apoiadores do SPLC passaram a buscar meios de contribuir para a defesa jurídica da organização, segundo o jornal The New York Times. Entretanto, os dois maiores gestores de DAF do país optaram por bloquear novas liberações até a conclusão do processo.
O SPLC não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário.