Brasília – O governo federal confirmará na segunda-feira, 4 de maio de 2026, o Desenrola 2, também chamado de “Novo Desenrola Brasil”. O programa pretende incentivar a renegociação e a redução de dívidas de pessoas físicas com garantia do Tesouro Nacional.
Implementado entre julho de 2023 e maio de 2024, o Desenrola 1 beneficiou 14,8 milhões de brasileiros e reestruturou R$ 53,2 bilhões em débitos, sobretudo de consumidores de menor renda.
Dados do Banco Central mostram que, de junho de 2023 a junho de 2024, a inadimplência em empréstimos bancários de pessoas físicas passou de 4,18% para 3,62%, mantendo-se próxima desse patamar até o fim de 2024.
No mesmo intervalo:
A taxa básica Selic diminuiu de 13,75% ao ano para 10,5% ao ano entre junho de 2023 e junho de 2024. As taxas médias cobradas pelos bancos em crédito a pessoas físicas caíram de 36,6% para 32,5% no mesmo período.
Imagem: redir.folha.com.br
Segundo relatório do Departamento de Economia do Bradesco, o Indicador de Custo de Crédito (ICC) para pessoas físicas costuma reagir à Selic com defasagem média de seis meses: cada redução de 1 ponto percentual na Selic tende a baixar o ICC em 0,5 ponto e reduzir em cerca de 1% o valor gasto com dívidas.
Levantamento mensal da Confederação Nacional do Comércio (CNC) registra pouca variação na autodeclaração de endividamento durante o Desenrola 1:
Após a conclusão da primeira etapa, o aumento recente das taxas de juros e a elevação da inadimplência levaram o governo a preparar a nova rodada do programa. O objetivo é oferecer condições adicionais de renegociação e aliviar o orçamento das famílias.