O petróleo aprofundou as perdas na reabertura do mercado internacional desta terça-feira (5). Às 22h30 (horário de Brasília), o contrato de julho do Brent, referência global, cedia 1,73%, negociado a US$ 108,52 por barril. No mesmo horário, o contrato de junho do WTI (West Texas Intermediate), usado nos Estados Unidos, recuava 1,08%, para US$ 101,18.
A queda ganhou força após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, interromper temporariamente a operação destinada a reabrir o estreito de Hormuz. A pausa tem o objetivo de avaliar a possibilidade de um acordo com o Irã, embora o bloqueio à passagem de navios continue vigente.
Na sessão anterior, a cotação já havia recuado para o patamar de US$ 110 depois que um petroleiro da Maersk atravessou Hormuz sem incidentes. Aproximadamente 20% da produção mundial de petróleo passa pelo estreito, tornando o fluxo na região essencial para a oferta global.
Mais cedo, Trump afirmou que o poder militar iraniano foi “reduzido” e sugeriu que Teerã deveria “hastear a bandeira branca”. O governo iraniano reagiu com ameaças, mas, segundo o presidente norte-americano, negocia nos bastidores um entendimento. A imprensa iraniana informou que o país criou um novo mecanismo de controle do tráfego marítimo em Hormuz, sem detalhar como funcionará.
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Para Dilin Wu, estrategista do Pepperstone Group, mesmo com sinais de desescalada, a normalização da oferta levará tempo. “Ainda há embarques limitados, navios precisam ser redirecionados, o mercado de seguros terá de reprecificar o risco e a produção só então poderá aumentar”, afirmou.
Os principais índices da Ásia operavam em alta no início do pregão. Às 22h20, o Nikkei 225 avançava 0,38%, a Bolsa de Xangai subia 0,11% e o Kospi, da Coreia do Sul, disparava 5,32%. O dólar recuava frente às principais moedas após a sinalização de possível acordo entre Washington e Teerã.