XP reduz projeção para dólar, eleva IPCA e estima três cortes de 0,25 ponto na Selic

Estratégias de investimento17 horas atrás16 Visualizações

A XP Investimentos atualizou o relatório Brasil Macro Mensal de maio e passou a prever uma combinação pouco usual para 2026: real mais fortalecido e inflação mais alta. A corretora reduziu de R$ 5,30 para R$ 5,00 por dólar a estimativa de câmbio no fim daquele ano, sustentada pelo cenário de entrada consistente de capital estrangeiro em meio ao rearranjo geopolítico global.

Ao mesmo tempo, a expectativa para o IPCA de 2026 subiu de 5,1% para 5,3%. Segundo a XP, a revisão reflete a disseminação da inflação corrente e os efeitos do conflito no Oriente Médio sobre os preços.

Diante desse quadro, a casa passou a projetar três cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual na Selic, o que reduziria a taxa básica dos atuais 14,50% para 13,75%, seguido de pausa no ciclo.

Destaques corporativos

A semana concentrou balanços aguardados do primeiro trimestre. Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC4), Smart Fit (SMFT3) e AmBev (ABEV3) já divulgaram resultados, enquanto a Petrobras (PETR4) publica seus números na segunda-feira, 11 de maio. A XP projeta Ebitda de US$ 12,6 bilhões para a petroleira, impulsionado por Brent mais caro e aumento de produção, além de lucro líquido estimado em US$ 6,4 bilhões, beneficiado por ganhos cambiais.

Já a B3 (B3SA3) reportou lucro líquido recorrente de R$ 1,5 bilhão no trimestre, avanço anual de 33%.

Mercado acionário

Apesar do conflito no Oriente Médio, abril foi marcado por alta nas bolsas globais, turbinada pelo tema de inteligência artificial e pelo crescimento dos lucros das grandes techs. No Brasil, o movimento recente é de correção, mas a XP manteve visão construtiva e elevou o valor justo do Ibovespa de 196 mil para 205 mil pontos, citando perspectiva de queda de juros, real mais forte e atratividade relativa frente a outros emergentes. A corretora, contudo, alerta para a volatilidade típica de anos pré-eleitorais.

Crédito privado

Depois de forte compressão, os spreads de crédito privado voltaram a abrir em março e abril. Com juros elevados por mais tempo, a XP recomenda exposição máxima de 5% por emissor e limite de 20% do portfólio total na classe, privilegiando emissores de maior qualidade. O tema dominou a segunda edição do XP Credit Coverage, realizada em 6 de maio.

Fundos imobiliários e alocação de carteiras

Com a Selic ainda em 14,50% e a perspectiva de três cortes no curto prazo, o mercado de fundos imobiliários atravessa ponto de inflexão. Fundos de tijolo e Fundos de Fundos (FOFs) mostram maior sensibilidade à curva longa de juros, enquanto fundos de papel, atrelados ao CDI ou ao IPCA, seguem como opção de carrego.

Nas carteiras recomendadas da XP — conservadora, moderada e agressiva —, o mês de maio traz postura mais cautelosa, porém sem abrir mão de espaço para renda variável e FIIs. A orientação central é preservar diversificação, qualidade e carrego, com seletividade reforçada nesta fase do ciclo econômico.

0 Votes: 0 Upvotes, 0 Downvotes (0 Points)

Deixe um Comentário

Comentários Recentes

Pesquisar tendência
Redação
carregamento

Entrar em 3 segundos...

Inscrever-se 3 segundos...

Todos os campos são obrigatórios.