Brasil atinge 50% da cota chinesa para carne bovina e pode enfrentar tarifa de 55%

Trader Iniciante - RedaçãoTrader Iniciante - RedaçãoMercado Financeiro11 horas atrás12 Visualizações

Pequim – O Ministério do Comércio da China informou no sábado (9) que o Brasil alcançou 50% do limite estabelecido pelo governo chinês para a importação de carne bovina em 2026, dentro do mecanismo de salvaguarda criado pelo país asiático.

Representantes do setor privado brasileiro afirmam que o total embarcado já ultrapassa a metade da cota quando se consideram as cargas ainda em trânsito para portos chineses. Nesse cenário, o teto pode ser atingido antes de agosto.

Como funciona a medida chinesa

Em 31 de dezembro do ano passado, Pequim definiu que, caso um fornecedor ultrapasse a cota anual estipulada, as remessas adicionais passarão a pagar tarifa de 55%. Para 2026, o limite para o Brasil é de 1,1 milhão de toneladas. A regra entrou em vigor em janeiro e tem validade de três anos.

Importância da China para o Brasil

No ano passado, a China respondeu por 48% das exportações brasileiras de carne bovina, totalizando 1,68 milhão de toneladas e US$ 8,9 bilhões. O segundo principal destino foram os Estados Unidos, com 271,8 mil toneladas e US$ 1,64 bilhão.

Tentativas de negociação

O governo brasileiro buscou redistribuir cotas remanescentes de outros países para adiar o esgotamento do próprio limite, mas a proposta foi rejeitada por Pequim. Agora, Brasília intensifica a busca por novos mercados, com foco nos Estados Unidos, que enfrentam queda de rebanho e demanda interna elevada.

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Imagem: redir.folha.com.br

Impacto previsto

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) estima redução de cerca de 10% nas exportações de carne bovina em 2026 devido à salvaguarda chinesa. A entidade ressalta que nenhum outro destino tem capacidade para substituir o mercado chinês.

O recuo previsto contrasta com a produção recorde de 2025, que atingiu 11,1 milhões de toneladas, crescimento de 7,2% sobre 2024, segundo o IBGE. A continuidade das incertezas pode levar frigoríficos a diminuir o abate e, consequentemente, reduzir o rebanho nacional.

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