O início da semana trouxe nova tentativa do Bitcoin (BTC) de sustentar cotações acima de US$ 82 mil. A criptomoeda já acumula seis semanas seguidas de entradas líquidas nos ETFs à vista nos Estados Unidos, a sequência mais longa desde agosto de 2025 — sinal de apetite institucional mesmo após as fortes altas de 2024.
O preço foi novamente barrado na média móvel exponencial de 200 dias (US$ 82.039). Desde novembro de 2025, cada rejeição nessa faixa resultou em correções de 25% a 36%. Caso o padrão se repita, analistas da Cointelegraph enxergam espaço para um recuo de até 30%, o que levaria o BTC a patamares próximos de US$ 56 mil.
Do lado oposto, a permanência acima da média de 20 dias (US$ 78.852) mantém os touros no controle. Se o BTC vencer a barreira de US$ 84 mil, os gráficos projetam alvos em US$ 92 mil e US$ 97.924, sugerindo que o fundo em US$ 60 mil pode ter ficado para trás.
Enquanto o Bitcoin monopoliza as atenções, as principais altcoins mostram sinais de consolidação:
Em ciclos anteriores, movimentos firmes do BTC costumam preceder rotações de capital para altcoins. Contudo, a cautela persiste diante da possibilidade de correção no ativo líder.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
O S&P 500 renovou máxima histórica aos 7.423 pontos, refletindo apetite a risco também no mercado acionário americano. Já o Índice Dólar (DXY) segue pressionado abaixo da média de 20 dias (98,40), sugerindo menor demanda pela moeda norte-americana no curto prazo. A combinação de bolsa forte e dólar mais fraco costuma favorecer ativos considerados de maior risco, como as criptomoedas. Ainda assim, qualquer virada no humor global — seja por dados de inflação, expectativas de juros do Fed ou indicadores de crescimento — pode alterar rapidamente esse quadro.
Para quem acompanha de perto, o momento exige atenção redobrada aos níveis técnicos do Bitcoin e ao fluxo em ETFs, termômetros que vêm guiando o sentimento desde a aprovação dos fundos em janeiro de 2024.
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