A Superintendência-Geral do Cade abriu procedimento administrativo para analisar a venda da Serra Verde Pesquisa e Mineração à americana USA Rare Earth, anunciada em abril por US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 13,8 bilhões).
O órgão quer saber se a operação configura ato de concentração — quando duas empresas somam forças de modo a alterar a dinâmica competitiva de um mercado. Como a Serra Verde é a única produtora de terras raras do país, o negócio desperta atenção redobrada. Ao fim da investigação, o Cade pode arquivar o caso, aprovar a transação sem restrições ou abrir processo formal para impor condições.
Trata-se de um grupo de 17 elementos químicos usados em ímãs permanentes (veículos elétricos), turbinas eólicas, telas de alta definição e equipamentos de defesa. A extração é complexa e concentrada: hoje, a China domina mais de 80% do refino mundial.
Com reservas expressivas, mas produção ainda pequena, o Brasil aparece como peça-chave para diversificar a oferta global. Já os Estados Unidos buscam reduzir a dependência chinesa, motivo pelo qual a USA Rare Earth fechou, além da compra, um contrato de 15 anos para levar 100% da produção inicial da mina goiana a uma empresa de propósito específico financiada por recursos públicos e privados norte-americanos.
Imagem: níquel brasileiro expõe bate global
Não há prazo fixo para a conclusão da análise. Até lá, a transação continua sujeita a escrutínio concorrencial e geopolítico. O investidor deve acompanhar eventuais comunicados do Cade e as discussões sobre a posição estratégica do Brasil na cadeia de minerais críticos.
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