Uma residência colonial de 1.736 pés quadrados (cerca de 161 m²) em Nantucket, ilha de alto padrão próxima a Cape Cod (EUA), está sendo doada. O futuro proprietário, porém, deve retirar a construção do lote dentro de 180 dias e arcar com o transporte, estimado entre US$ 150 mil e US$ 500 mil.
A oferta faz parte do Demolition Delay Bylaw, iniciativa que incentiva moradores a realocar casas antigas em vez de simplesmente enviá-las ao aterro sanitário. Assim, o patrimônio arquitetônico é preservado e se reduz o desperdício de materiais.
No caso específico, o terreno foi negociado por US$ 3 milhões em dezembro de 2025. A casa, portanto, representa apenas fração do valor total.
Mesmo com esses custos, corretores locais afirmam que a operação pode compensar para quem já dispõe de um terreno ou pretende entrar no mercado de luxo da região.
Nos Estados Unidos, os custos de financiamento imobiliário refletem a trajetória de alta dos juros do Federal Reserve desde 2022. Esse encarecimento do crédito ajuda a explicar a busca por soluções alternativas, como realocar casas em vez de erguer novas construções do zero.
Imagem: Sophia Compt FOXBusiness
No Brasil, a Selic em queda vem reduzindo gradualmente o custo do financiamento habitacional, mas o preço do terreno em áreas disputadas segue pressionado. O caso de Nantucket ilustra como, em cenários de oferta limitada, o valor está no solo, não necessariamente nas paredes.
Para o investidor iniciante, a lição é clara: entender a composição do preço de um imóvel — terreno versus construção — pode evitar surpresas e ajudar a avaliar se o “barato” realmente cabe no orçamento.
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