A Honda Motor encerrou o ano fiscal com um prejuízo de US$ 2,7 bilhões – a primeira perda anual desde sua estreia em bolsa em 1957. O rombo foi provocado principalmente por US$ 9 bilhões em custos de reestruturação na divisão de veículos elétricos (EV), refletindo a menor procura nos Estados Unidos depois da reversão de incentivos federais.
Apesar do resultado negativo, as vendas de motocicletas cresceram em 20 milhões de unidades no ano, ajudando a receita total a avançar 0,5%, para US$ 138 bilhões. A Honda é líder desse segmento em mercados como a Índia, onde a renda mais baixa favorece o transporte de duas rodas.
Nos últimos anos, incentivos fiscais – como créditos de até US$ 7.500 para compra de EV nos EUA – ajudaram a criar mercado. A suspensão desses benefícios, somada à manutenção de carros a combustão mais baratos, reduziu a atratividade financeira para o consumidor médio. Sem escala, os custos de produção permanecem altos, comprimindo margens de montadoras que apostaram pesado na transição.
A companhia ainda projeta voltar ao azul em até dois anos, com lucro de US$ 1,7 bilhão até março de 2027. Para isso, promete foco em:
Imagem: Brie Stims FOXBusiness
Para o investidor iniciante, a lição principal é entender que mudanças regulatórias podem alterar rapidamente projeções de setores inteiros. Diversificação e acompanhamento do cenário macro – juros, inflação e políticas públicas – tornam-se ainda mais importantes em companhias expostas a tecnologias em transição.
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