O dólar à vista fechou esta sexta-feira (15) em R$ 5,0678, alta de 1,63%. No pico do dia a moeda bateu R$ 5,0818 — maior valor intradiário em quase um mês. Na semana, o ganho frente ao real chegou a 3,55%, performance que não era vista desde março.
Dois vetores se combinaram:
Quando cresce a incerteza política, estrangeiros tendem a tirar recursos de mercados emergentes. A saída de dólares reduz a oferta da moeda no país e faz o câmbio subir.
Mensagens reveladas pelo Intercept sugerem que Vorcaro teria prometido US$ 24 milhões para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, hoje preso. A investigação envolve possível fraude financeira e lança dúvidas sobre a viabilidade da candidatura de Flávio em outubro.
No curto prazo, qualquer ruído que ameace alterar o quadro eleitoral aumenta o prêmio de risco Brasil, encarecendo a cobertura cambial de empresas e a rolagem de títulos soberanos.
No exterior, a visita do presidente dos EUA, Donald Trump, à China não trouxe avanços para um cessar-fogo entre Washington e Teerã. Com o impasse no Oriente Médio, o Brent aproximou-se de US$ 110 o barril.
Imagem: Liliane de Lima
Juros mais altos nos EUA costumam atrair capital para lá e retirar recursos de países como o Brasil, pressionando ainda mais o real.
Para o investidor iniciante, o momento reforça a importância de diversificar entre classes de ativos e prazos, lembrando que taxas de câmbio podem oscilar bastante em períodos eleitorais e de tensão geopolítica.
A agenda segue carregada:
Qualquer surpresa nesses pontos pode ampliar — ou aliviar — a pressão sobre a moeda brasileira.
Use as ferramentas gratuitas do Trader Iniciante para simular investimentos, acompanhar o Tesouro Direto e consultar resultados atualizados.