Casas recém-construídas nos EUA economizam em média US$ 25 mil em 10 anos, aponta Realtor.com

Camila RochaCamila RochaDificuldades e desafios8 horas atrás10 Visualizações

O custo de manter um imóvel pode pesar tanto quanto o valor da escritura. Um novo estudo da Realtor.com revela que quem compra casas recém-construídas nos Estados Unidos economiza, em média, US$ 25.335 durante os primeiros dez anos de propriedade quando comparado a imóveis erguidos em 2005.

De onde vêm as economias

  • Menos manutenção: telhado, sistema de aquecimento, ar-condicionado e aquecedor de água costumam durar mais e demandar menos reparos nas primeiras décadas.
  • Eficiência energética: códigos de construção mais recentes exigem melhor isolamento térmico e equipamentos de menor consumo, reduzindo a conta de luz e de gás.
  • Incentivos do construtor: descontos, créditos em dinheiro e até “buy-down” de hipoteca — prática em que a incorporadora paga parte dos juros nos primeiros anos — aliviam ainda mais o bolso do comprador.

Diferenças regionais

O tamanho da economia varia conforme o clima e a legislação local. Nos estados da Nova Inglaterra, onde os invernos são rigorosos e as regras de eficiência são mais duras, a poupança chega perto de US$ 39 mil. Já no Sul dos EUA, com temperaturas mais amenas, o ganho tende a ser menor, mesmo com preços de construção relativamente baixos.

O que isso tem a ver com juros e inflação

O mercado imobiliário norte-americano ainda sente o impacto das elevações de juros feitas pelo Federal Reserve para conter a inflação. As taxas hipotecárias próximas de 7% afastaram parte dos compradores, mas as construtoras passaram a oferecer financiamentos cerca de um ponto percentual mais baixos que os praticados no mercado de usados, segundo a Realtor.com. Somado à economia operacional, esse diferencial de taxa pode representar mais de US$ 30 mil em dez anos.

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Imagem: Amanda Macias FOXBusiness

Por que o assunto interessa ao investidor brasileiro

  • Diversificação internacional: quem investe em REITs ou ETFs imobiliários expostos aos EUA deve acompanhar tendências de acessibilidade e demanda por imóveis novos.
  • Comparação local: no Brasil, o debate sobre eficiência energética ainda é incipiente, mas a Selic elevada mantém a atratividade dos títulos públicos frente ao financiamento imobiliário. Entender como o custo total de propriedade influencia o comprador lá fora ajuda a antecipar mudanças regulatórias e de comportamento por aqui.
  • Fundos imobiliários: o foco em redução de despesas operacionais é cada vez mais observado pelos gestores de FIIs, sobretudo em galpões logísticos e lajes corporativas que buscam certificações verdes para cortar condomínio e energia.

O que observar daqui para frente

Nos EUA, o debate sobre acessibilidade deve ganhar força à medida que as eleições se aproximam e a inflação recua. Se o Federal Reserve iniciar cortes de juros em 2024, a diferença entre imóveis novos e usados pode se estreitar, mas o apelo da eficiência energética permanece. Para o investidor, o recado é claro: além do preço de compra, o custo de operação pode mudar completamente a conta final de qualquer ativo imobiliário.

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