Uso de criptomoedas alcança 10% da população dos EUA em 2025, revela Federal Reserve

Lucas FerreiraLucas FerreiraCriptomoedas20 horas atrás14 Visualizações

O Federal Reserve (Fed) divulgou que 10% dos adultos nos Estados Unidos utilizaram ou investiram em criptomoedas em 2025. O percentual é o mais alto desde 2022 e supera os números de 2023 e 2024, embora ainda fique abaixo do pico de 12% registrado em 2021.

Investimento permanece a principal porta de entrada

Segundo o relatório, 9% dos entrevistados compraram criptoativos como forma de investimento, contra 2% que usaram as moedas digitais para pagamentos e 1% que as empregaram em remessas a familiares ou amigos.

Para o investidor iniciante, a diferença é relevante: compra para investimento costuma significar manter o ativo esperando valorização, enquanto pagamento envolve o uso diário, dependendo de fatores como aceitação comercial e volatilidade.

Público sem conta bancária adere mais às criptos

Entre os unbanked — adultos sem conta em banco — 6% recorreram a cripto para transações, três vezes mais que os 2% de clientes bancarizados. A estatística indica que moedas digitais ainda funcionam como alternativa para quem enfrenta barreiras ao sistema financeiro tradicional.

Empresas começam a aceitar, mas preferência é tímida

Mais de um quarto dos usuários que pagaram com cripto afirmou que o comerciante demonstrou preferência por esse meio, alegando rapidez, privacidade e menor custo. Ainda assim, menos de 10% dos estabelecimentos citados preferem cripto por motivos como segurança ou desconfiança em relação aos bancos.

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Imagem: Reprodução | Trader Iniciante

  • Block, empresa de Jack Dorsey, já permite pagamentos em Bitcoin e stablecoins a mais de 800 mil comerciantes nos EUA.
  • Lightspark, fundada pelo ex-presidente do PayPal, David Marcus, aposta na Lightning Network para baratear microtransações em Bitcoin.

Mudança no comando do Fed traz novo olhar sobre Bitcoin

A transição de Jerome Powell para Kevin Warsh na presidência do Fed pode alterar o tom do banco central: Warsh vê o Bitcoin como ferramenta de disciplina de mercado e o compara ao ouro para investidores abaixo dos 40 anos. Ao mesmo tempo, é conhecido por postura hawkish, favorável a juros mais altos para conter a inflação.

Juros elevados tendem a fortalecer o dólar e pressionar ativos de risco, como ações e criptomoedas. Porém, uma liderança que não demonize o setor pode facilitar discussões regulatórias e a adoção institucional no longo prazo.

O que o investidor brasileiro deve observar

  • Sentimento global: A maior adoção nos EUA pode influenciar preços internacionais de Bitcoin e altcoins, refletindo em ETFs de cripto listados na B3 e em plataformas locais.
  • Política monetária: Decisões do Fed sobre juros costumam impactar o câmbio e a curva de juros brasileira, afetando tanto renda fixa (Tesouro Direto, CDI) quanto Bolsa.
  • Aceitação comercial: Tendência de mais empresas aceitarem cripto nos EUA serve de termômetro para o varejo mundial. No Brasil, movimentos semelhantes podem surgir em meio à popularização do Pix e à agenda de open finance.

Ainda que pagamentos em criptomoedas sigam incipientes, o avanço de 2025 indica que as moedas digitais mantêm espaço no portfólio e no cotidiano dos consumidores americanos — um sinal observado de perto por reguladores, empresas de meios de pagamento e investidores ao redor do mundo.

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