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Os rendimentos dos títulos públicos negociados pelo Tesouro Direto começaram a terça-feira (19) em alta generalizada. A combinação de juros dos Treasuries americanos acima de 5% e incertezas políticas internas fez o investidor exigir prêmios mais elevados também na curva brasileira.
Entre os papéis com taxa prefixada, dois vencimentos chamaram atenção:
São níveis muito próximos dos recordes dos últimos 12 meses, alcançados na sessão da última sexta-feira (15). Para o investidor, taxa maior significa rendimento potencialmente mais alto caso o papel seja mantido até o vencimento. Por outro lado, quem já possui esses títulos vê o preço de mercado cair no curto prazo — fenômeno típico quando os juros sobem.
A remuneração dos títulos indexados à inflação (Tesouro IPCA+) também avançou em toda a curva. O IPCA+ 2040, por exemplo, passou de IPCA + 7,30% para IPCA + 7,33% ao ano. Em linguagem simples, o investidor garante 7,33% acima da inflação até 2040, se carregar o título até lá.
O gatilho veio dos Estados Unidos. Os títulos do governo americano de 30 anos ultrapassaram 5,12% — maior marca desde 2007 — após dados de inflação ao consumidor (CPI) mostrarem aceleração para 3,8% em 12 meses. Esse salto foi atribuído, em boa parte, ao choque de energia provocado pelo conflito no Oriente Médio.
Quando o rendimento do Treasury sobe, investidores globais passam a exigir retorno maior em outros mercados de dívida, inclusive no Brasil. Trata-se de um efeito cascata: o título americano é considerado livre de risco; logo, qualquer emissor precisa remunerar mais para competir por capital.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
No front interno, pesquisa eleitoral divulgada pela Bloomberg apontou perda de fôlego de um dos pré-candidatos, o que aumentou a incerteza sobre o primeiro turno de 2026. Além disso, a falta de normalização do tráfego no Estreito de Ormuz mantém o risco geopolítico elevado e sustenta preços de energia.
Esses dois fatores se refletem no câmbio — o dólar operava em leve alta no mesmo horário — e na Bolsa, com queda do Ibovespa futuro. A pressão cambial costuma contaminar as expectativas de inflação, o que se traduz em juros mais altos.
Os números reforçam que, mesmo com cortes na Selic esperados para as próximas reuniões do Copom, movimentos externos podem travar ou até reverter parte do alívio. Para quem acompanha o mercado de renda fixa, vale atenção redobrada à trajetória da inflação nos Estados Unidos e ao noticiário político local, fatores que seguem direcionando os prêmios exigidos nos títulos públicos brasileiros.
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