O iFood entrou com ação na 1ª Vara Empresarial de São Paulo contra a Keeta, operação internacional da chinesa Meituan. O líder latino-americano de entrega de refeições acusa a rival de usar consultorias terceirizadas para obter informações estratégicas de ex-funcionários e pede indenização de R$ 1 milhão por concorrência desleal, com base no artigo 195 da Lei de Propriedade Industrial.
A Keeta nega qualquer prática irregular e afirma atuar em conformidade com as regras locais.
A disputa ocorre num momento em que o setor de delivery busca espaço num mercado menos aquecido do que no auge da pandemia. Com a Selic ainda em dois dígitos, o custo de capital é alto, pressionando empresas intensivas em tecnologia e logística a mostrar rentabilidade.
Embora iFood não seja listado em Bolsa, sua controladora (Movile) costuma captar recursos em rodadas privadas. Já a Meituan tem capital aberto em Hong Kong. Investigação judicial ou multas podem gerar despesas extraordinárias e aumentar percepção de risco, fatores que investidores monitoram ao analisar companhias de tecnologia em mercados emergentes.
O Brasil não possui lei específica sobre espionagem empresarial. Casos semelhantes são enquadrados como concorrência desleal, que envolve:
Imagem: aplicativo protestam ctra o PLP
As penas podem incluir indenização por danos materiais e morais. Para o empregado flagrado, a CLT prevê demissão por justa causa.
Para o investidor iniciante, o episódio reforça que disputas judiciais e regulatórias podem alterar rapidamente o cenário competitivo de setores intensivos em tecnologia. Monitorar processos no Cade, movimentações de capital e mudanças na regulação trabalhista ajuda a entender os riscos antes de investir em empresas expostas ao segmento de entrega rápida.
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