O investidor de renda fixa encontra, nesta quarta-feira (20), remunerações mais altas para títulos bancários dentro da plataforma da XP. CDBs prefixados alcançam 14,45% ao ano em vencimentos de 12 meses, enquanto papéis atrelados à inflação (IPCA + 8,00%) e pós-fixados (até 109% do CDI) também registram elevação.
Os juros futuros – negociados nos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) – fecharam a terça-feira em alta, especialmente nos vencimentos mais longos. O DI para jan/2028 terminou a 14,06% e o de jan/2035, a 14,35%. Quando a curva sobe, os bancos precisam oferecer prêmios maiores para atrair captação, o que se traduz em taxas mais gordas para CDBs, LCIs e LCAs.
Duas forças explicam o movimento:
Os percentuais representam as ofertas disponíveis nesta quarta-feira e podem mudar conforme a demanda ou o espaço de captação de cada banco.
Com a curva de juros mais inclinada, títulos de prazo longo exigem prêmios maiores, mas também carregam maior volatilidade de preço se vendidos antes do vencimento. Já prazos curtos, como os CDBs prefixados de 12 meses, podem interessar a quem busca previsibilidade no horizonte de um ano.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
A elevação dos prêmios sinaliza que o mercado enxerga menos espaço para cortes agressivos da Selic no curto prazo, especialmente diante da combinação de dúvidas fiscais e pressão externa sobre a inflação. Para quem monta reserva de emergência ou planeja metas de curto prazo, papéis pós-fixados seguem alinhados à taxa básica. Já objetivos de médio e longo prazo podem avaliar a parcela prefixada ou atrelada ao IPCA, sempre ponderando liquidez e perfil de risco.
Como em qualquer aplicação, é fundamental verificar emissor, prazo, liquidez e cobertura do FGC antes de decidir.
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