Traders reforçam apostas em alta do Bitcoin mesmo com temor de juros mais altos nos EUA

Lucas FerreiraLucas FerreiraCriptomoedas19 horas atrás9 Visualizações

O Bitcoin (BTC) voltou a atrair o interesse dos traders profissionais. Dados de corretoras globais mostram crescimento nas posições “long” – que lucram com a valorização do ativo – ainda que o cenário macroeconômico norte-americano aponte para juros possivelmente mais altos.

Posições compradas ganham espaço

  • O índice long/short dos principais clientes da Binance ficou 8% favorável às compras por três dias consecutivos.
  • Na OKX, traders reduziram posições vendidas entre quarta e quinta-feira, elevando o nível de confiança no suporte de US$ 76 mil.
  • No mercado de futuros perpétuos, a taxa de financiamento anualizada voltou a 7%, sinal de equilíbrio após a semana anterior, quando quem estava vendido chegou a pagar 13% para manter a aposta.

Apesar da melhora, o indicador long/short em valores absolutos ainda é considerado neutro, mostrando que o otimismo é cauteloso.

Pressão macroeconômica nos EUA

Do lado oposto, os fundamentos macro jogam contra um rali imediato:

  • O Walmart revisou para baixo suas projeções de 2027, citando consumidores de baixa renda sob pressão; as ações caíram 7%.
  • O petróleo Brent permanece acima de US$ 95 com a guerra envolvendo o Irã e o estreitamento do Estreito de Ormuz, adicionando pressão inflacionária.
  • Probabilidades implícitas de alta dos Fed Funds até setembro saltaram de 0% para 37% em um mês, segundo o CME FedWatch Tool.
  • Fundos de índice (ETFs) de Bitcoin listados nos EUA registram saídas líquidas de US$ 2,07 bilhões desde 12 de maio, indicando menor demanda institucional.

Juros mais altos nos EUA tendem a fortalecer o dólar mundialmente e tornam aplicações de renda fixa norte-americanas mais atrativas, o que historicamente pesa sobre ativos de risco como Bitcoin e ações de tecnologia.

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Imagem: Reprodução | Trader Iniciante

O que isso significa para o investidor brasileiro

Para quem investe do Brasil, o movimento reforça duas mensagens:

  • A volatilidade do Bitcoin continua fortemente ligada à política de juros dos EUA e ao apetite global por risco.
  • Oscilações do dólar podem amplificar ganhos ou perdas em reais, uma vez que a criptomoeda é precificada majoritariamente na moeda norte-americana.
  • No curto prazo, a sustentação do suporte de US$ 76 mil é vista pelos traders globais como ponto-chave; uma perda consistente desse nível pode aumentar a pressão vendedora.

Fatores a monitorar

  • Decisões e discursos do Federal Reserve sobre a trajetória dos Fed Funds.
  • Evolução dos preços do petróleo e seus reflexos na inflação internacional.
  • Fluxo de capital nos ETFs de Bitcoin – novos resgates podem sinalizar cautela institucional.
  • Taxas de financiamento nos mercados futuros: mudança para campo negativo indicaria retorno da predominância dos vendidos.

Por ora, o mercado mostra uma trégua: redução de shorts, funding equilibrado e defesa do suporte. Se o macro permitir e a demanda institucional melhorar, parte dos traders aposta que o Bitcoin poderá testar regiões próximas a US$ 82 mil – mas o caminho continua cercado de dados econômicos sensíveis.

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