A lista de convocados para a Copa do Mundo de 2026, divulgada nesta semana, já movimenta o comércio brasileiro. Segundo a CNDL e o SPC Brasil, 99,2 milhões de pessoas devem ir às compras e 60% planejam adquirir itens relacionados ao torneio.
Nos polos populares de São Paulo, a reação foi quase instantânea. Vendedores da Rua 25 de Março relatam alta mínima de 70% nas vendas de bandeiras, camisas e artigos festivos logo após o anúncio do técnico Carlo Ancelotti. Na Netshoes, as buscas por camisas oficiais da Seleção saltaram 340% entre segunda e quarta-feira, superando o ritmo visto na Copa de 2022.
Parte do fôlego adicional vem de duas medidas já em vigor:
Na Copa anterior, bares e restaurantes registraram alta de 30% na primeira semana de jogos, segundo a Abrasel. A expectativa é superar esse desempenho em 2026. Para quem prefere ver as partidas em casa, a lista de compras deve seguir o padrão:
A Apas projeta que o avanço da Seleção pode gerar crescimento de 6% a 8,5% no faturamento dos supermercados durante o torneio.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
A Copa costuma aquecer a venda de TVs e sistemas de som, mas o movimento desta vez tende a ser mais contido. O economista-chefe da ACSP, Marcel Solimeo, lembra que o crédito continua caro e o orçamento das famílias está pressionado.
Mesmo com o entusiasmo esportivo, o pano de fundo macroeconômico continua desafiador. A taxa básica de juros (Selic) permanece em patamar elevado, encarecendo o crediário. Além disso, 83,3 milhões de brasileiros estavam negativados em abril, de acordo com a Serasa. Esse quadro pode limitar compras de maior valor e provocar uma “ressaca” nas vendas no segundo semestre.
O clima de festa ajuda a girar o caixa do varejo, mas o investidor deve acompanhar de perto como os indicadores de inadimplência e juros se comportam após o apito final.
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