O preço médio do diesel S-10 nos postos brasileiros encerrou a última semana a R$ 7,16 por litro, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP). O valor representa queda de R$ 0,04 em sete dias e um recuo acumulado de R$ 0,42 desde o pico de R$ 7,58 observado no início de abril, quando as cotações internacionais dispararam após o conflito envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos.
Diferentemente da gasolina, o diesel é insumo fundamental para o transporte de cargas e para o agronegócio. Quando o preço sobe na bomba, o custo do frete aumenta e tende a ser repassado a produtos básicos, elevando o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA). A recente sequência de quedas, portanto, alivia pressões inflacionárias em um momento em que o Banco Central avalia o ritmo de cortes na taxa Selic.
Para o investidor que acompanha a economia real, preços mais baixos de diesel podem significar margens de custo menores para empresas de logística, varejo e alimentos. Já no mercado de juros futuros, menor pressão inflacionária costuma reduzir a probabilidade de ajustes monetários mais duros.
Quando a Petrobras afirma que opera as refinarias a mais de 100% da capacidade, significa que os equipamentos estão processando volume acima da chamada capacidade nominal. Essa utilização elevada é possível graças a manutenções e ajustes operacionais que ampliam, temporariamente, a produção.
No primeiro trimestre, a companhia já havia registrado recorde de produção de diesel S-10, combustível com teor de enxofre de até 10 partes por milhão — padrão exigido para caminhões e ônibus mais modernos.
Dados parciais de maio mostram que o volume médio diário de importações de óleos combustíveis, categoria que engloba o diesel, caiu quase 30% frente a igual período de 2025. Mesmo assim, a conta em dólar subiu 26%, reflexo dos preços ainda elevados no mercado externo.
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A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) alerta que atrasos no pagamento das subvenções podem comprometer o fluxo de compra de diesel por empresas privadas, aumentando o risco de desabastecimento. A ANP afirma que recebeu os dados necessários da Receita Federal e promete quitar as parcelas em atraso.
Investidores e consumidores devem acompanhar:
Por ora, a sequência de seis semanas de queda devolve parte do choque de preços observado em abril, mas o litro do diesel ainda custa, em média, mais de R$ 1 acima do patamar anterior à escalada do conflito no Oriente Médio.
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