O Tribunal de Contas da União (TCU) julga nesta quarta-feira (27) a legalidade da garantia dada pelo Tesouro Nacional ao empréstimo de R$ 12 bilhões contratado pelos Correios no fim do ano passado. O parecer da área técnica aponta falhas no processo de análise de risco e recomenda apuração de responsabilidade de servidores. O resultado é visto como decisivo para a estatal obter novo crédito de R$ 7 bilhões destinado a financiar seu plano de reestruturação.
A empresa estatal atravessa forte desequilíbrio de caixa e elaborou um plano de reestruturação que inclui:
A primeira captação de R$ 12 bilhões ajudou a reforçar capital de giro e iniciar as medidas. Sem os R$ 7 bilhões adicionais, parte do cronograma pode atrasar ou ser reduzido.
No mercado de crédito, bancos costumam exigir aval da União para emprestar a estatais deficitárias. Isso reduz o risco percebido e, portanto, a taxa de juros cobrada. Do ponto de vista fiscal, porém, a garantia cria uma obrigação potencial: se a empresa não pagar, o Tesouro cobre a parcela, aumentando a despesa e a dívida federal.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
Auditores do TCU alegam que o Tesouro não avaliou de forma aprofundada a capacidade de solvência dos Correios nem testou a viabilidade das projeções de receita e corte de custos apresentadas. A tramitação considerada “rápida demais” reforçou a desconfiança de análise superficial.
Investidores acompanham a sessão porque ela fornece pistas sobre o apetite do governo para assumir riscos de suas estatais e sobre o grau de rigor que o TCU pretende adotar em operações semelhantes daqui para frente.
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