![Estudo questiona CDI como ativo “sem risco” e destaca força dos títulos atrelados à inflação 4 [Estratégias de investimento] Estudo questiona CDI como ativo “sem risco” e destaca força dos títulos atrelados à inflação](https://mlxc2yjmu1wd.i.optimole.com/cb:bMiU.3ca/w:1500/h:1000/q:mauto/f:best/https://traderiniciante.com.br/wp-content/uploads/2026/06/traderiniciante-1780434686.webp)
Um estudo elaborado pela XP em parceria com a consultoria Atlantiqis coloca em dúvida a ideia de que o CDI, taxa que baliza boa parte da renda fixa, seja automaticamente o “ativo livre de risco” para todos os perfis de investidor. Segundo a pesquisa, a escolha do ativo realmente seguro depende do objetivo e do horizonte de investimento.
O CDI, taxa média dos empréstimos de curtíssimo prazo entre bancos, costuma acompanhar de perto a Selic. Por isso, aplicações pós-fixadas — como CDBs ou fundos DI — oferecem liquidez diária e baixo risco de crédito quando emitidas por instituições sólidas. Historicamente, essas características levaram parte do mercado a tratar o CDI como proxy de retorno “sem risco”.
Esses resultados reforçam a distinção entre valor nominal (o número que aparece no extrato) e valor real (poder de compra do dinheiro). Quando a inflação surpreende para cima, o investidor que permanece apenas no CDI pode preservar capital em reais, mas não em bens e serviços.
Para metas de longo prazo — como aposentadoria ou formação universitária — o estudo indica melhor desempenho de carteiras de títulos públicos corrigidos pelo IPCA, caso dos índices IMAB5 (vencimentos até cinco anos) e IMAB5+ (vencimentos mais longos). Entre 2010 e 2026, esses papéis geraram retorno real médio superior ao CDI, inclusive em janelas curtas.
O risco de mercado dos títulos atrelados à inflação diminui conforme o prazo de investimento aumenta. Isso ocorre porque a mark-to-market de curto prazo tende a se reverter com o recebimento de cupons e juros reais contratados.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
A principal conclusão dos autores é que a classificação de “risco zero” varia conforme:
Para quem tem liquidez folgada e passivos reduzidos, o CDI segue como referência simples e de fácil acesso. Já investidores que precisam assegurar valor real ao longo do tempo podem se beneficiar da combinação com títulos IPCA+, RendA+ ou Educa+, instrumentos que ganharam espaço recente no Tesouro Direto.
Em síntese, o estudo reforça que rendimento nominal elevado não garante proteção contra a inflação. Entender a diferença entre retorno nominal e retorno real, bem como alinhar prazos dos títulos aos objetivos financeiros, torna-se decisivo em um cenário ainda marcado por incertezas sobre juros e índices de preços.
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