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O preço do petróleo retomou a escalada nesta segunda-feira (8), após Israel bombardear um complexo petroquímico no sudoeste do Irã em resposta a mísseis disparados no domingo. O barril Brent, referência global, chegou a US$ 98,07, salto de 5,35% no início da madrugada. Horas depois, ainda sustentava valorização de 1,56%, em US$ 94,54. O WTI, usado nos Estados Unidos, seguiu o movimento e atingiu US$ 95,38 antes de recuar para US$ 91,68.
A troca de ataques entre Israel e Irã reacende o temor de interrupções no Estreito de Hormuz, rota por onde passa algo próximo a um quinto do petróleo consumido no mundo. Qualquer restrição nesse gargalo logístico costuma provocar repique imediato nos preços, pois investidores calculam risco de falta de oferta no curto prazo.
Analistas lembram que, mesmo com a decisão da Opep+ de elevar metas de produção pela quarta vez consecutiva, parte dos membros não consegue bombear mais devido ao conflito. Além disso, a saída dos Emirados Árabes Unidos da organização dificulta coordenação interna.
No Brasil, eventual repasse da alta às bombas influencia o IPCA, índice oficial de inflação, e pode alterar as expectativas para a Selic. Como o combustível pesa no orçamento das famílias e das empresas, qualquer variação significativa chega rapidamente à economia real.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
O mercado acompanhará:
Enquanto não houver clareza sobre a estabilidade no Oriente Médio, o prêmio de risco deve permanecer embutido no preço do barril, mantendo o investidor em compasso de alerta.
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