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A nova fotografia do investidor brasileiro traz um protagonista diferente. Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), a chamada Geração Z – jovens de 16 a 29 anos – já tem a maior participação em produtos de investimento entre todas as faixas etárias pesquisadas. Eles não apenas investem mais (36% do grupo) como também montam carteiras mais variadas do que as gerações anteriores.
Para Marcelo Billi, superintendente de Sustentabilidade, Inovação e Educação da Anbima, a multiplicidade de opções acessadas pela Geração Z reflete o ambiente em que esses jovens cresceram: digital, com fluxo constante de informação e plataformas de investimento que cabem no celular.
A caderneta oferece liquidez diária e isenção de imposto de renda para pessoas físicas, mas tem rendimento limitado: 0,5% ao mês + TR quando a Selic está acima de 8,5% ao ano. Com a taxa básica perto dos dois dígitos, papéis de renda fixa como CDBs ou títulos do Tesouro Direto passam a oferecer retornos superiores mesmo após o desconto de imposto. Esse diferencial ajuda a explicar por que apenas 13% dos jovens mantêm parte relevante do dinheiro na poupança.
Ao mesmo tempo, plataformas de investimento vêm simplificando o acesso a produtos que antes exigiam aplicação mínima elevada ou presença em agência bancária. A barreira de entrada menor estimula a diversificação.
Nos grupos mais velhos o padrão se inverte. Entre os boomers, 38% preferem conversar com o gerente ou assessor de investimentos, enquanto só 15% da Geração Z recorrem a atendimento presencial. A autonomia informacional, no entanto, vem acompanhada de maior exposição a práticas de risco: 27% dos jovens admitem já ter realizado apostas, contra apenas 4% dos boomers.
Imagem: Kdoros Eva Katalin
Mesmo quem não pertence à Geração Z pode tirar lições do levantamento:
O estudo da Anbima indica que o mercado financeiro brasileiro tende a ganhar novos participantes mais bem informados e dispostos a testar diferentes classes de ativos. Para o investidor comum, acompanhar essa mudança significa entender que informação de qualidade, análise de risco e visão de longo prazo continuam sendo peças centrais na construção de qualquer carteira – independentemente da geração.
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