Hack desvia US$ 36 mi da Humanity Protocol e reforça alerta sobre ataques ligados à Coreia do Norte

Lucas FerreiraLucas FerreiraCriptomoedas1 hora atrás7 Visualizações

A Humanity Protocol, projeto de identidade descentralizada, confirmou a perda de US$ 36 milhões em tokens H após um ataque que utilizou phishing e acesso remoto ao computador de um funcionário. A empresa de segurança blockchain Quantstamp identificou indícios que ligam o incidente a grupos de hackers apoiados pelo governo da Coreia do Norte.

O que aconteceu

Segundo o relatório da Quantstamp, os invasores enviaram um e-mail falso, supostamente da corretora sul-coreana Bithumb, contendo um arquivo malicioso. Ao ser aberto, o anexo instalou um programa que concedeu controle total do laptop do colaborador. Com isso, os criminosos copiaram as credenciais da carteira MetaMask do diretor Chong Yee Wai e transferiram os tokens.

Por que a suspeita recai sobre a Coreia do Norte

  • O malware estava assinado com um certificado digital da Hancom, empresa sul-coreana, técnica que já apareceu em outros ataques atribuídos a hackers norte-coreanos.
  • Em abril de 2026, grupos ligados a Pyongyang foram associados a US$ 578 milhões dos US$ 634 milhões roubados em todo o mercado cripto.
  • Relatório da CertiK aponta que, só em 2025, esses grupos respondem por cerca de US$ 2 bilhões em perdas — 12% de todos os incidentes do setor.
  • No acumulado de dez anos, estima-se que US$ 6,75 bilhões em criptoativos tenham sido desviados em 263 ataques ligados ao país.

Impacto econômico e para o investidor

Grandes roubos aumentam a percepção de risco em criptomoedas, o que costuma pressionar preços no curto prazo e elevar a volatilidade. Para quem investe no Brasil, isso significa maiores oscilações em pares de cripto negociados em reais e, potencialmente, mudanças na liquidez oferecida por corretoras locais.

Além disso, incidentes desse porte podem favorecer discussões regulatórias. No exterior, autoridades reforçam exigências de compliance para impedir financiamento de regimes sancionados. No Brasil, o Banco Central já sinaliza que novos ataques influenciam o ritmo de regulamentação do mercado de ativos virtuais, afetando desde custódia até tributação.

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Imagem: Reprodução | Trader Iniciante

Como reduzir o risco

  • Verifique remetentes: e-mails de exchanges ou ofertas de airdrop são vetores comuns de phishing.
  • Use autenticação forte: carteiras com múltiplas assinaturas e chaves em hardware reduzem o impacto de uma violação de computador.
  • Separe dispositivos: evitar que a carteira principal fique no mesmo equipamento usado para navegação diária diminui a exposição.
  • Acompanhe atualizações: falhas identificadas em protocolos costumam ser divulgadas rapidamente; ficar atento ajuda a agir antes que o mercado reaja nos preços.

Tendência de longo prazo

Embora ataques como o da Humanity Protocol gerem quedas pontuais de confiança, o histórico mostra que o ecossistema costuma absorver as perdas e evoluir seus mecanismos de defesa. Para o investidor iniciante, entender esses ciclos é essencial para calibrar expectativas de retorno e risco, especialmente em comparação com classes tradicionais como Tesouro Direto ou CDBs atrelados ao CDI.

O caso reforça a máxima de que, em cripto, a segurança depende tanto do código dos protocolos quanto dos cuidados individuais. Manter boas práticas passa a ser tão importante quanto acompanhar indicadores econômicos como inflação, dólar ou taxa Selic.

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