De céticos a entusiastas: por que gigantes das finanças acabam aderindo às criptomoedas

Lucas FerreiraLucas FerreiraCriptomoedas25 minutos atrás29 Visualizações

Quando nomes de peso que chamavam o Bitcoin de “fraude” ou “índice de lavagem de dinheiro” começam a vender produtos de blockchain, o investidor iniciante ganha um termômetro de quão rápido o mercado amadureceu. A seguir, veja quem trocou o discurso de aversão por iniciativas concretas no setor e o que isso significa para quem acompanha o Ibovespa, a Selic ou simplesmente quer entender a nova infraestrutura financeira.

Por que importa para o investidor brasileiro

O avanço de ETFs de Bitcoin nos Estados Unidos, liderados por gestoras como a BlackRock, costuma aumentar a liquidez global e reforçar discussões regulatórias em países emergentes. No Brasil, já existem fundos de índice cripto na B3 e projetos de tokenização no Tesouro Direto em estudo. A mudança de postura de grandes executivos sinaliza que instituições com balanços bilionários estão dispostas a cobrar taxas sobre ativos digitais — um indicativo de maior inserção do tema na estratégia de diversificação de carteiras, mesmo em um cenário de Selic ainda elevada.

1. Larry Fink (BlackRock): do “índice de lavagem” ao ETF recorde

  • Em 2017, chamou o Bitcoin de “index of money laundering”.
  • A partir de 2020 passou a destacar “o potencial da tecnologia” em cartas a acionistas.
  • Hoje, o ETF spot da BlackRock figura entre os maiores canais institucionais de acesso ao criptoativo.

Para o investidor, a entrada da maior gestora do mundo traz duas mensagens: maior vigilância regulatória e possibilidade de spreads menores graças ao volume negociado.

2. Jamie Dimon (JPMorgan): crítica pública, infraestrutura privada

  • Manteve o discurso de que o Bitcoin é “fraude” e “vai explodir”.
  • Ao mesmo tempo, o banco construiu a Onyx, lançou a moeda JPM Coin e oferece plataformas de colateral tokenizado.

A posição ambígua mostra que a disputa não é pelo ativo em si, mas pela receita com serviços de compensação e custódia que podem substituir processos baseados em SWIFT.

3. Peter Schiff: ouro para sempre, mas agora em blockchain

  • Continua dizendo que o Bitcoin é bolha, porém criou a plataforma T-Gold em 2025.
  • O sistema converte barras físicas de ouro e prata em tokens negociáveis 24/7.

Esse modelo interessa a quem busca proteção contra inflação em metais preciosos, mas quer evitar custos de logística e segurança.

4. Nouriel Roubini: do “Dr. Doom” ao Technodollar

  • Publicou whitepaper do USAFi, instrumento tokenizado lastreado em ativos americanos.
  • Afirma continuar cético com criptos “sem fundamentos”, mas defende a modernização via blockchains permissionadas.

O projeto se aproxima da ideia de stablecoins reguladas, tema sensível para bancos centrais que temem perda de controle monetário.

De céticos a entusiastas: por que gigantes das finanças acabam aderindo às criptomoedas - Imagem do artigo original

Imagem: Reprodução | Trader Iniciante

5. Donald Trump: token, NFT e capital político

  • Chamou o Bitcoin de “scam”, depois se autointitulou “presidente cripto”.
  • Lançou coleções de NFTs e um meme coin, arrecadando cerca de US$ 2,3 bilhões desde 2024, segundo estimativas citadas na matéria original.

O movimento ilustra a força do lobby do setor, que ganha relevância em ciclos eleitorais e pressiona por regras mais claras na SEC e no Congresso norte-americano.

O que mudou no mercado?

Três fatores explicam as reviravoltas:

  • Demanda institucional: fundos de pensão e tesourarias corporativas buscam descorrelação com ações e renda fixa tradicional.
  • Regulação progressiva: mesmo críticas severas não impediram a aprovação de ETFs spot, o que levou parte dos céticos a preferir participar da receita.
  • Tokenização de ativos reais: usar blockchain para representar títulos, câmbio ou ouro reduz custos operacionais, chave para margens bancárias em um ambiente de juros globais mais altos.

Riscos e pontos de atenção

A maior adoção por nomes conhecidos não elimina volatilidade, falhas de governança ou risco cambial para quem converte reais em cripto. Além disso, o fato de executivos separarem “boa” infraestrutura de “maus” ativos reforça a necessidade de analisar cada projeto — principalmente em um momento em que o dólar busca nova tendência e a inflação continua no radar do Banco Central.

Para o investidor iniciante, a principal lição é que a conversa deixou de ser apenas sobre moedas digitais e passou a incluir sistemas de liquidação, colaterais tokenizados e até stablecoins soberanas. Ou seja: mesmo quem não pretende negociar Bitcoin pode acabar usando blockchain sem perceber — seja num ETF na B3, num fundo cambial ou num título público digital.

Ferramentas úteis para investidores

Use as ferramentas gratuitas do Trader Iniciante para simular investimentos, acompanhar o Tesouro Direto e consultar resultados atualizados.

0 Votes: 0 Upvotes, 0 Downvotes (0 Points)

Deixe um Comentário

Comentários Recentes

Trader Iniciante é um participante do Programa de Associados da Amazon.

Pesquisar tendência
Redação
carregamento

Entrar em 3 segundos...

Inscrever-se 3 segundos...