Austrália passa a exigir dados de remetente e destinatário em todas as transferências de criptomoedas

Lucas FerreiraLucas FerreiraCriptomoedas13 minutos atrás9 Visualizações

A partir desta quarta-feira, 1º de julho, todas as exchanges que operam sob regulação australiana precisarão registrar informações de remetente e destinatário em 100% das transferências de criptomoedas, independentemente do valor. A medida coloca o país no mesmo patamar de exigência já adotado por União Europeia, Estados Unidos e Reino Unido.

O que muda na prática para o usuário

  • Ao enviar ou receber criptoativos, o investidor terá de informar nome completo do outro lado da transação e o nome da plataforma envolvida.
  • Os dados serão solicitados uma única vez por transação de origem ou destino; exchanges prometem salvar as informações para usos futuros.
  • Se a remessa sair da exchange para uma carteira própria (cold wallet), o usuário deverá declarar que é o real proprietário daquele endereço.

Por que a regra existe

Conhecida como “travel rule”, a norma foi estendida ao mercado de criptomoedas pelo Financial Action Task Force (FATF) em 2019. O objetivo é aumentar a rastreabilidade de fundos e dificultar práticas como lavagem de dinheiro, financiamento ao terrorismo e golpes.

Sem valor mínimo

Diferentemente dos Estados Unidos, que só coletam dados a partir de transações de US$ 3.000, a Austrália seguirá países como França, Holanda e Japão e não estabelecerá piso. Qualquer quantia — de alguns centavos a milhões — exigirá cadastro.

Impacto para o investidor brasileiro

Quem usa exchanges australianas ou faz trading internacional pode sentir aumento de burocracia. Na prática, o processo se assemelha ao KYC (conheça seu cliente) já adotado por corretoras globais: mais tempo no preenchimento de dados, porém nenhuma mudança na mecânica de compra e venda.

Segundo Gabby Lewis, chefe de fraudes da exchange Swyftx, “o impacto deve ser limitado”; após o primeiro envio, as plataformas manterão as informações arquivadas.

Austrália passa a exigir dados de remetente e destinatário em todas as transferências de criptomoedas - Imagem do artigo original

Imagem: Reprodução | Trader Iniciante

Debate sobre privacidade

Usuários em redes sociais demonstraram preocupação com o fim da possibilidade de enviar cripto de forma anônima. Outros lembraram que plataformas reguladas nunca foram realmente anônimas e que a norma só incomoda quem já atua fora da lei.

O que observar daqui para frente

  • Possível adoção de exigências semelhantes em outros países asiáticos ou latino-americanos, à medida que o FATF reforça suas recomendações.
  • Aumento de transferências para carteiras próprias, movimento citado por usuários que preferem conservar privacidade fora do ambiente das exchanges.
  • Maior uniformização regulatória global pode facilitar cooperação entre autoridades na investigação de crimes financeiros.

A fiscalização ficará a cargo da AUSTRAC, agência de inteligência financeira australiana. Trocas como Kraken e CoinJar já começaram a aplicar a medida, reduzindo o choque operacional no dia da virada de chave.

Investidores que mantêm posição em cripto devem acompanhar a evolução dessas regras, pois mudanças similares podem chegar a outras jurisdições e impactar a forma de declarar, custodiar e movimentar ativos digitais.

Ferramentas úteis para investidores

Use as ferramentas gratuitas do Trader Iniciante para simular investimentos, acompanhar o Tesouro Direto e consultar resultados atualizados.

0 Votes: 0 Upvotes, 0 Downvotes (0 Points)

Deixe um Comentário

Comentários Recentes

Trader Iniciante é um participante do Programa de Associados da Amazon.

Pesquisar tendência
Redação
carregamento

Entrar em 3 segundos...

Inscrever-se 3 segundos...