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O movimento de brasileiros rumo ao mercado imobiliário paraguaio ganhou estatísticas concretas. A Raíces Real Estate, uma das maiores incorporadoras do país vizinho, informou que 50% dos seus US$ 26 milhões (cerca de R$ 136 milhões) em vendas de 2026 foram para clientes do Brasil. Outro dado que reforça a tendência: 60% dos pedidos de residência para investidores estrangeiros no Paraguai hoje partem de brasileiros.
A rentabilidade projetada de 6% a 8% ao ano chama atenção em um momento em que a Selic permanece em dois dígitos no Brasil e produtos conservadores, como o CDI, oferecem rendimento bruto semelhante. A diferença é que, no Paraguai, o retorno vem em moeda forte (dólar) e envolve risco de câmbio, vacância e liquidez menor do que a de ativos de renda fixa locais.
Para quem avalia colocar parte do portfólio em imóveis no exterior, compreender esses riscos é tão importante quanto comparar taxas. Eventos como valorização do dólar, mudanças regulatórias ou um ciclo de queda de preços podem reduzir ganhos.
Além de residências, a incorporadora observa demanda crescente por galpões logísticos e áreas corporativas, segmento aquecido pela expansão do comércio eletrônico e pela reconfiguração das cadeias de suprimentos na América do Sul.
No Brasil, a inflação em desaceleração abriu espaço para cortes graduais da Selic, o que tende a reduzir as taxas de financiamento imobiliário domésticas. Ainda assim, parte dos investidores mantém o Paraguai no radar pela possibilidade de diversificação em dólar e pela menor exigência de capital para entrar em bairros considerados premium.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
Já o Paraguai, classificado recentemente como bom pagador por agências de rating, depende da continuidade do crescimento econômico e da estabilidade fiscal para sustentar o atual “boom” imobiliário.
Em resumo, o apetite de brasileiros por imóveis paraguaios reflete uma busca por diversificação geográfica e cambial. Antes de avançar, o investidor deve avaliar taxa de câmbio, regime tributário e custos de manutenção do imóvel e, principalmente, compreender que retorno alto anda sempre ao lado de riscos adicionais.
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