![Lei do Bem ganha força após corte generalizado de benefícios fiscais 4 [Mercado Financeiro] Lei do Bem ganha força após corte generalizado de benefícios fiscais](https://traderiniciante.com.br/wp-content/uploads/2026/07/traderiniciante-1784038219.jpg)
A partir de janeiro de 2026, empresas brasileiras passaram a conviver com uma elevação ampla da carga tributária. A Lei Complementar 224/2025 determinou redução linear de benefícios federais e afetou regimes utilizados para suavizar custos com PIS, Cofins, IPI e até dividendos. Em meio a esse enxugamento, a Lei 11.196/2005 — conhecida como Lei do Bem — permaneceu intacta, ganhando relevância como um dos poucos mecanismos ainda disponíveis para aliviar o caixa corporativo.
O resultado prático é menor previsibilidade de custos. Setores que operam com margens apertadas já iniciam revisões de orçamento para 2026 e 2027.
Com outros incentivos encolhendo, a possibilidade de deduzir gastos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) tornou-se diferencial competitivo. A Lei do Bem permite excluir da base de IRPJ e CSLL entre 60% e 80% dos dispêndios em projetos tecnológicos para empresas no lucro real. Em tempos de juros ainda elevados — a Selic segue em patamar de dois dígitos — qualquer redução efetiva de carga tributária ajuda a preservar fluxo de caixa.
Importante: a lei aceita inovações incrementais — melhorias de processos ou produtos — não apenas invenções disruptivas. Isso amplia o universo de projetos elegíveis.
Para usar o incentivo, a empresa envia o formulário FORMP&D ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação até o fim de agosto. A versão atual pede:
Além disso, a Receita Federal passou a exigir a DIRBI, declaração que cruza as informações do benefício com outros dados fiscais, sinalizando fiscalização mais rigorosa.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
O investidor que acompanha balanços deve ficar atento a duas frentes:
Embora a Lei do Bem não elimine o impacto da LC 224/2025, ela oferece um colchão fiscal relevante. Em um cenário de inflação controlada, mas com juros ainda altos, qualquer fôlego tributário pode influenciar a capacidade de geração de caixa — variável que costuma repercutir no preço das ações e na distribuição de dividendos no médio prazo.
Para o investidor iniciante, a mensagem é clara: entender como mudanças na legislação tributária afetam os setores e as empresas pode ser tão importante quanto acompanhar indicadores macroeconômicos tradicionais, como dólar e Selic.
Use as ferramentas gratuitas do Trader Iniciante para simular investimentos, acompanhar o Tesouro Direto e consultar resultados atualizados.






