Tom Brady se une à healthtech eMed para ampliar acesso a remédios de perda de peso GLP-1 nos EUA

Camila RochaCamila RochaDificuldades e desafios19 horas atrás25 Visualizações

O ex-quarterback Tom Brady, sete vezes campeão do Super Bowl, anunciou parceria com a healthtech norte-americana eMed para ampliar o acesso a medicamentos do tipo GLP-1, usados no tratamento de obesidade e diabetes. Brady passa a ocupar o cargo de chief wellness officer (diretor de bem-estar) da companhia.

Por que investidores acompanham o movimento

  • Crescente demanda por GLP-1: drogas como semaglutida e tirzepatida ganharam popularidade após estudos mostrarem efeito relevante na perda de peso.
  • Impacto em custos de saúde: nos Estados Unidos, mais de 60% dos trabalhadores dependem do seguro oferecido pelo empregador. Planos corporativos que adotam o benefício podem reduzir despesas futuras ligadas a doenças crônicas associadas à obesidade.
  • Setor em destaque na Bolsa: fabricantes de GLP-1, como Eli Lilly e Novo Nordisk, vêm atraindo atenção de gestores globais. Healthtechs que viabilizam a prescrição virtual e o acompanhamento dos pacientes podem surfar no mesmo tema.

Modelo de negócio da eMed

A eMed combina telemedicina, inteligência artificial e suporte clínico contínuo. A empresa afirma que a proposta gera dupla vantagem: melhora a saúde dos funcionários e, ao mesmo tempo, reduz sinistros que pressionam o prêmio dos seguros de saúde empresariais.

Para tornar o programa atraente, a healthtech pretende provar aos RHs que o investimento nos fármacos — ainda caros — é compensado pela queda nas internações e no absenteísmo ligado a hipertensão, diabetes tipo 2 e problemas cardíacos.

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Imagem: Nora Moriarty FOXBusiness

Contexto econômico mais amplo

  • Pressão inflacionária nos EUA: o custo dos planos de saúde corporativos cresce acima da inflação geral, pesando no orçamento de empresas. Soluções que prometem baixar despesas médicas entram no radar de CFOs.
  • Telemedicina consolidada: depois da pandemia, consultas virtuais deixaram de ser exceção e passaram a ser cobertas por grande parte dos planos, abrindo caminho para modelos digitais como o da eMed.
  • Tendência de bem-estar corporativo: companhias buscam programas de qualidade de vida para reter talentos em um mercado de trabalho apertado. A atuação de celebridades, como Brady, ajuda a popularizar a pauta.

O que observar daqui para frente

  • Adoção pelos empregadores: o ritmo de cobertura dos GLP-1 nos planos coletivos será crucial para mensurar o potencial de receita da eMed e de seus parceiros farmacêuticos.
  • Evolução regulatória: nos EUA, mudanças na forma de reembolso de medicamentos podem alterar a viabilidade econômica do modelo.
  • Concorrência crescente: outras healthtechs e redes de farmácias exploram programas semelhantes. O diferencial poderá estar na tecnologia de acompanhamento e na gestão de dados.

Para o investidor pessoa física, a movimentação reforça o interesse de mercado em soluções voltadas ao combate da obesidade e à redução dos custos de saúde. Ainda que o caso seja específico dos Estados Unidos, ele oferece indícios de setores que podem ganhar tração globalmente, como telemedicina, farmacêuticas de biotecnologia e programas corporativos de bem-estar.

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