Ripple lança Mint e amplia o acesso institucional ao stablecoin RLUSD

Lucas FerreiraLucas FerreiraCriptomoedasagora mesmo19 Visualizações

A Ripple, companhia de tecnologia focada em blockchain, apresentou nesta quinta-feira (24) a plataforma Ripple Mint, criada para simplificar a emissão, o resgate e a administração do Ripple USD (RLUSD), seu stablecoin pareado ao dólar norte-americano.

Por que o anúncio chama atenção

  • Crescimento expressivo: o RLUSD foi lançado em dezembro de 2024 e já figura entre os 10 maiores stablecoins atrelados ao dólar, com valor de mercado próximo a US$ 1,59 bilhão.
  • Infraestrutura dedicada: a Mint oferece interface web e integração via API, permitindo que tesourarias corporativas, mesas de câmbio e provedores de pagamentos automatizem processos de liquidação.
  • Momento do mercado: stablecoins tornaram-se peças centrais na negociação de criptomoedas, na remessa internacional de valores e em estratégias de proteção cambial.

O que muda com a Ripple Mint

Antes, empresas interessadas em usar RLUSD dependiam de procedimentos mais manuais para “cunhar” (gerar) ou resgatar unidades do token. Com a nova plataforma, a Ripple promete:

  • Agilidade: operações podem ser feitas de forma automática, reduzindo tempo e custo operacional.
  • Flexibilidade: suporte tanto para fluxos manuais quanto para integrações diretas aos sistemas internos das instituições.
  • Escalabilidade: a infraestrutura foi pensada para lidar com volumes maiores à medida que a adoção de stablecoins cresce em pagamentos, trading e gestão de caixa.

RLUSD em números

  • Pico de capitalização: US$ 1,8 bilhão em 1º de junho de 2026, segundo dados da CoinGecko.
  • Movimento recente: na esteira do lançamento da Mint, a capitalização saltou de cerca de US$ 1,54 bi para US$ 1,64 bi, estabilizando depois perto de US$ 1,59 bi.
  • Posição no ranking: atualmente é o nono maior stablecoin lastreado em dólar.

Stablecoin: o que é e por que importa para o investidor brasileiro

Stablecoins são criptomoedas projetadas para manter paridade com um ativo estável — normalmente o dólar. Para quem opera no Brasil, elas funcionam como:

  • Ponte de liquidez: facilitam a troca entre reais e outras criptos sem exposição direta à volatilidade de Bitcoin ou Ether.
  • Alternativa de remessa: transferir dólares digitais pode ser mais rápido e barato que canais bancários tradicionais, embora envolva riscos de contraparte e regulação.
  • Ferramenta de proteção cambial: em cenários de variação do dólar ou incerteza sobre juros domésticos, alguns investidores usam stablecoins para “dolarizar” parte do portfólio.

Concorrência crescente no universo dolarizado

O mercado de stablecoins já é dominado por nomes como USDT (Tether) e USDC (Circle). A entrada acelerada do RLUSD evidencia a corrida por credibilidade, liquidez e parcerias institucionais. Plataformas como a Mint tentam justamente atrair players corporativos, segmento visto como chave para destravar novos casos de uso, inclusive pagamentos internacionais em tempo real.

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Imagem: Reprodução | Trader Iniciante

O que observar daqui para frente

  • Regulação: Estados Unidos e União Europeia avançam em regras para emissoras de stablecoins. Mudanças podem afetar custos de compliance e adoção global.
  • Taxas de juros e dólar: em ambiente de Selic mais baixa, alguns brasileiros buscam alternativas atreladas à moeda norte-americana, mas é essencial lembrar que stablecoins carregam riscos específicos, como falhas de custódia e variações de liquidez.
  • Integração com sistemas bancários: se bancos tradicionais passarem a usar plataformas como a Mint, a fronteira entre finanças tradicionais e cripto tende a ficar cada vez mais tênue.

A Ripple não divulgou metas de captação ou prazos para futuras expansões da Mint. Ainda assim, o movimento reforça a disputa bilionária pelo segmento de dólares digitais e mantém o olhar dos investidores atentos às próximas etapas de adoção institucional.

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