Bitcoin veterano volta a hibernar: movimentação de moedas antigas cai ao menor nível desde 2022

Lucas FerreiraLucas FerreiraCriptomoedas11 minutos atrás26 Visualizações

Dados da Galaxy apontam que a movimentação de Bitcoins (BTC) que estavam inativos há longo prazo despencou no segundo trimestre de 2026. Segundo Alex Thorn, chefe de pesquisa da gestora, o indicador atingiu o menor nível desde o terceiro trimestre de 2022, sugerindo que os chamados “OGs” ‒ investidores que acumulam BTC há muitos anos ‒ reduziram as vendas.

O que significa “moeda dormente” e por que importa

No jargão cripto, moedas dormentes são BTCs que não trocam de mãos há um bom tempo. Quando voltam a circular, costumam sinalizar realização de lucro pelos detentores mais antigos. Analistas acompanham:

  • Dormant coin movement – quantifica quantos BTCs antigos foram gastos.
  • Coin Days Destroyed (CDD) – pesa cada transação pelo número de dias em que a moeda ficou parada. Quanto maior o CDD, maior a pressão vendedora vinda de holders antigos.

Ambos os indicadores caíram no trimestre, reforçando a leitura de que esses investidores voltaram a guardar suas posições, após forte distribuição ao longo de 2024 e 2025.

Relação com o mercado atual

Para quem acompanha apenas o preço, o comportamento dos holders de longa data é um termômetro relevante. Menos BTC antigo à venda tende a reduzir a oferta imediata. Em um ambiente de demanda estável, isso costuma aliviar a pressão vendedora e pode sustentar cotações – embora não existam garantias de valorização.

A menor circulação dessas moedas também pode impactar a percepção de risco: se os OGs não estão se desfazendo de grandes volumes, parte do mercado interpreta como confiança no ativo mesmo após as altas recentes.

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Imagem: Reprodução | Trader Iniciante

O que olhar daqui para frente

  • Indicadores on-chain: além do CDD, métricas como oferta em lucro e taxa de hash ajudam a medir a saúde da rede.
  • Política monetária global: juros elevados costumam reduzir apetite por ativos de risco; qualquer mudança nas expectativas para Fed e Banco Central do Brasil (Selic) pode mexer com o humor dos investidores.
  • Fluxo de notícias regulatórias: propostas de leis ou processos contra corretoras seguem no radar e afetam preço e liquidez.

Para o investidor iniciante, acompanhar esses movimentos auxilia a entender por que o preço do Bitcoin nem sempre reage apenas a fatores macro tradicionais, como dólar e inflação. A dinâmica de oferta controlada, aliada ao comportamento de quem detém BTC há mais tempo, adiciona uma camada extra na análise de risco.

Embora a retração nas vendas de OGs traga algum alívio ao mercado, especialistas ressaltam que volatilidade continua sendo parte intrínseca do universo cripto. Estudar os fundamentos, manter carteira diversificada e respeitar o próprio perfil de risco seguem premissas básicas antes de qualquer decisão financeira.

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