
Uma operação da Polícia Militar de Belo Horizonte e da Prefeitura da capital encontrou uma estrutura de mineração de Bitcoin escondida no segundo andar de um ferro-velho no bairro Vila Calafate, na região Oeste da cidade. A ocorrência foi registrada na manhã de sexta-feira (31/7) e divulgada em 1º de agosto de 2026.
A mineração de Bitcoin não é ilegal no Brasil. Neste caso, porém, a Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) constatou que os equipamentos eram alimentados por energia furtada. Também havia dúvidas sobre a origem das máquinas, já que o funcionário encontrado no local não apresentou notas fiscais nem soube explicar de onde os equipamentos vieram.
A fiscalização tinha como objetivo combater a receptação de metais provenientes de furtos e roubos. Durante a ação, militares e agentes identificaram indícios de receptação de cobre no ferro-velho localizado na Rua Bimbarra.
Na sequência, a equipe encontrou a estrutura de mineração de Bitcoin no segundo andar do imóvel. Imagens divulgadas pelo jornal O Tempo mostram ao menos 14 máquinas ASIC de mineração em funcionamento. A Polícia Militar informou que 15 máquinas foram apreendidas.
Os equipamentos tinham uma instalação elétrica organizada e isolamento acústico para reduzir o ruído das ventoinhas de refrigeração. A Polícia Militar acredita que a operação de mineração estava em expansão.
“Quando a guarnição foi deslocar para o segundo andar, a gente verificou que o indivíduo ficou bem nervoso e nesse momento, no segundo andar, verificou a fazenda de Bitcoin”, afirmou um integrante da guarnição.
A Polícia Militar não detalhou todos os equipamentos apreendidos. As autoridades estimam que o conjunto, incluindo três servidores, esteja avaliado em R$ 200.000. A análise das imagens indica máquinas produzidas pela Bitmain, provavelmente modelos Antminer S17 ou similares, embora essa identificação não tenha sido confirmada oficialmente pela PM.
A Cemig estima que o furto de energia possa ter causado um prejuízo de R$ 60.000 por mês à companhia. O valor é apresentado como uma estimativa relacionada ao consumo irregular da estrutura de mineração.
Um funcionário do ferro-velho, de 37 anos, foi preso em flagrante por furto e receptação. A identidade dele não foi revelada. A polícia também registrou um boletim de ocorrência contra um homem e uma mulher, ambos de 31 anos, apontados como responsáveis pela empresa.
O jornal O Tempo informou que um suspeito foi preso no local durante a operação. A Polícia Militar agora investiga o caminho das criptomoedas mineradas na estrutura e comentou que “possivelmente tem algum tipo de organização criminosa por trás”. Essa possibilidade ainda é objeto de investigação.
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