
A Anthropic, uma das maiores empresas de inteligência artificial, teria fechado um acordo de US$ 9,1 bilhões com a Riot Platforms, uma das principais mineradoras de Bitcoin do mercado. As informações foram publicadas pela Bloomberg na segunda-feira (10), com base em fontes anônimas.
O negócio reforça a migração de empresas de mineração de criptomoedas para a infraestrutura de inteligência artificial, movimento que começou em 2023. A expansão da demanda por serviços de IA é apontada como um dos fatores por trás dessa mudança estratégica.
De acordo com as informações divulgadas pela Bloomberg, o acordo entre Anthropic e Riot teria prazo de 22 anos, com duração até junho de 2048. A expectativa de receita é de US$ 9,1 bilhões.
Também existe a possibilidade de o contrato ser estendido duas vezes, por cinco anos em cada ocasião. Se as extensões forem realizadas, a receita esperada poderá chegar a US$ 16,1 bilhões.
A Anthropic lançou recentemente os modelos Claude Mythos 5, Fable 5, Opus 5 e Sonnet 5, descritos no material como alguns dos mais avançados para diversas tarefas atualmente. O acordo com a Riot teria sido fechado para ajudar a empresa a atender à demanda de seus clientes.
As ações da Riot chegaram a iniciar o dia em alta de 22% após a notícia sobre o acordo. Nas horas seguintes, porém, os papéis voltaram a ser negociados na faixa de US$ 19,5.
A movimentação mostra que a reação inicial positiva ao anúncio não se manteve no mesmo nível ao longo do dia. O material não informa outros fatores para a oscilação das ações.
As operações de mineração de Bitcoin e os data centers usados por empresas de inteligência artificial têm estruturas semelhantes. Uma mineradora precisa manter diversas máquinas ligadas continuamente para encontrar novos blocos e receber as recompensas da rede.
Na inteligência artificial, as empresas utilizam GPUs, ou unidades de processamento gráfico, trabalhando em paralelo. Já a mineração de Bitcoin utiliza ASICs, equipamentos desenvolvidos especificamente para esse tipo de cálculo.
Apesar da diferença entre os equipamentos, a infraestrutura de racks, refrigeração e eletricidade é praticamente igual nos dois setores. Essa semelhança permite que mineradoras trabalhem também com inteligência artificial, conforme a demanda do mercado.
O movimento ocorre em um cenário que inclui o abandono, pelo Ethereum, da mineração por placas de vídeo e o corte das recompensas do Bitcoin provocado pelo halving. O forte crescimento da demanda por inteligência artificial também é apontado como justificativa para a mudança.
Em março, a mineradora Mara Holdings vendeu 15.133 bitcoins por US$ 1,1 bilhão. O objetivo informado foi expandir suas operações e atender ao setor de inteligência artificial.
O caso é apresentado como exemplo de mineradoras que passaram a direcionar recursos e infraestrutura para esse mercado, enquanto a mineração de Bitcoin perde espaço relativo em algumas operações.
Atualmente, a Riot é apontada como a quarta maior mineradora de Bitcoin do mundo, com valor de mercado de US$ 7,4 bilhões. À frente da empresa estão Iren, Hut 8 e TeraWolf.
Com a expansão dos negócios de inteligência artificial, algumas das maiores mineradoras de Bitcoin já são consideradas empresas de infraestrutura de IA, enquanto a mineração passa a ocupar uma posição secundária em suas atividades.
Use as ferramentas gratuitas do Trader Iniciante para simular investimentos, acompanhar o Tesouro Direto e consultar resultados atualizados.






