
Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago subiram nesta segunda-feira, 17 de agosto de 2026, apoiados pelo ritmo mais acelerado de processamento nos Estados Unidos e pela alta dos preços do petróleo. Analistas apontaram esses fatores como suporte para o mercado.
A soja avançou 23,50 centavos, para US$ 12,16 por bushel. Dados da Associação Nacional de Processadores de Oleaginosas (Nopa) mostraram que seus membros processaram 216,647 milhões de bushels de soja no mês passado. O volume foi 1,1% maior que o registrado em junho e 10,7% superior ao de julho de 2025.
A demanda chinesa continuou sustentando os preços da oleaginosa. Operadores disseram à Reuters na semana passada que a China já havia comprado cerca de 7 milhões de toneladas métricas de soja dos Estados Unidos.
Os operadores também aguardam, nesta semana, o resultado da visita de campo da Pro Farmer. A avaliação deve fornecer novas pistas sobre a produtividade das lavouras de milho e soja, depois que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu suas previsões oficiais de rendimento na semana passada.
As chuvas intensas registradas em parte do Meio-Oeste americano na semana passada elevaram a incerteza sobre a possibilidade de algumas plantações enfrentarem excesso de umidade.
Os futuros de milho subiram 6,25 centavos, para US$ 4,895 por bushel. O movimento ocorreu em meio à cautela sobre as perspectivas de rendimento nos Estados Unidos antes da visita às plantações do Meio-Oeste, que será acompanhada nesta semana.
Já o contrato de trigo mais negociado caiu 0,25 centavo, para US$ 6,8925 por bushel. A queda foi associada à realização de lucros por investidores após os ganhos da semana passada.
Apesar do recuo, a interrupção prolongada das exportações da Rússia e da Ucrânia pelo Mar Negro continuou dando sustentação ao mercado de trigo.
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