
A Strategy, descrita como a maior empresa de tesouraria de Bitcoin do mundo, anunciou nesta segunda-feira (24) a criação de uma nova reserva em dólar de US$ 1,59 bilhão. O valor poderá ser usado em futuras compras de Bitcoin, mas também foi destinado a outras finalidades corporativas, como pagamento de dividendos, juros e recompra de ações.
A empresa não comprou nenhum Bitcoin na última semana, de acordo com documento enviado à SEC. O movimento ocorre cerca de dois meses depois do último aporte da companhia na criptomoeda e indica uma estratégia de manter recursos em dólar antes de decidir quando realizar novas aquisições.
A reserva antiga da empresa, chamada USD Reserve, chegou a US$ 5,1 bilhões após receber um aporte de US$ 300 milhões. Já a nova reserva, denominada USD Cash, começou com US$ 1,59 bilhão.
O dinheiro veio de uma captação de pouco mais de US$ 2 bilhões obtida com a venda das ações ordinárias MSTR. Desse total, a Strategy destinou:
Para efeito de comparação, caso os US$ 1,59 bilhão da nova reserva tivessem sido usados diretamente na compra de Bitcoin, o montante representaria mais de 20 mil bitcoins na cotação indicada na notícia.
Michael Saylor, fundador da Strategy, afirmou que a empresa aumentou a USD Reserve para US$ 5,10 bilhões, estabeleceu US$ 1,59 bilhão adicionais em USD Cash e recomprou US$ 136 milhões em STRC. A declaração também informa que, em 23 de agosto de 2026, a Strategy detinha cerca de 4% da oferta total de Bitcoin e apresentava aproximadamente 0% de alavancagem líquida.
Em outra publicação, Saylor explicou que a USD Cash reforça a estrutura de capital de crédito digital da companhia e é mantida separadamente para finalidades gerais da empresa de tesouraria de Bitcoin. Entre os usos citados estão:
Desde o último aporte em Bitcoin, o foco da empresa tem sido ampliar suas reservas de dólar, usadas para pagar dividendos. No fim de julho, a Strategy já havia afirmado que poderia não utilizar todo o capital levantado para comprar a criptomoeda.
Esse comportamento sugere que os próximos aportes poderão depender mais das condições do mercado do que da simples disponibilidade de caixa. A avaliação apresentada é que a empresa poderia captar mais dinheiro em períodos de alta e, em sentido oposto, aproveitar momentos de baixa para tentar reduzir o preço médio de suas compras futuras. Trata-se de uma possibilidade associada à estratégia, e não de uma garantia de resultado.
Mesmo sem comprar Bitcoin há mais de dois meses, a Strategy se beneficiou da alta recente da criptomoeda. O preço médio dos 840.447 bitcoins mantidos pela companhia está em US$ 75.385 por unidade.
Na cotação indicada, o Bitcoin era negociado na faixa de US$ 78.140 e acumulava alta de 22,9% nos sete dias anteriores. Com essa diferença entre o preço médio de aquisição e a cotação informada, a empresa voltou a registrar um lucro de cerca de US$ 2,3 bilhões com sua posição em Bitcoin.
A STRC era negociada por US$ 96,38 no momento da redação da notícia. O próximo ponto de atenção indicado é o retorno do papel ao valor de US$ 100.
Caso a STRC volte a esse patamar, a Strategy poderá voltar a emitir ações do tipo no mercado. Os recursos levantados poderiam ser usados para aumentar a nova reserva de dólar ou para comprar grandes quantidades de Bitcoin diretamente.
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