
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes encaminhou ao presidente da Corte, Edson Fachin, um despacho com “indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade” atribuídos ao ministro André Mendonça na condução dos inquéritos sobre o Banco Master e a fraude no INSS.
O documento foi encaminhado em 4 de setembro de 2026, dentro do inquérito das fake news. Moraes pediu que Fachin tome as “providências que entender necessárias” diante dos pontos apresentados.
Na decisão, Moraes apontou quebra da imparcialidade judicial e favorecimento a determinados grupos políticos. O ministro afirmou que teria ocorrido direcionamento das investigações para ele próprio e para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
De acordo com Moraes, esse direcionamento teria ocorrido “por motivos pessoais e políticos, inclusive com a indicação prévia de medidas cautelares a serem apresentadas pela Polícia Federal”. Medidas cautelares são providências judiciais adotadas no curso de uma investigação ou processo, mas o despacho mencionado não detalha quais medidas foram indicadas.
Moraes também acusou Mendonça de interferir na direção das investigações conduzidas pelas autoridades policiais e de conduzir irregularmente as tratativas de eventual colaboração premiada.
A decisão agora está com Edson Fachin, a quem cabe avaliar as providências que considerar necessárias. O material não informa qual medida será adotada pelo presidente do STF nem apresenta uma conclusão definitiva sobre as acusações feitas contra André Mendonça.
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