
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) disponibilizou três mapas-múndi temáticos que apresentam o Brasil no centro da representação. Alguns deles também colocam o hemisfério Sul na parte superior, mudando a orientação com a qual o público está acostumado. A iniciativa integra as comemorações de 7 de setembro de 2026, dia da Independência do Brasil.
Os modelos foram lançados entre 2024 e 2026 e adotam a nova representação cartográfica Terra Igual (Equal Earth), aprovada pela ONU. A proposta é reduzir as distorções nas dimensões de países e continentes observadas em projeções tradicionais.
A posição invertida não constitui um erro cartográfico. Especialistas apontam que manter o norte na parte superior é uma convenção histórica, e não uma orientação cientificamente obrigatória ou mais correta. Como o mapa representa a Terra em uma superfície plana, sua orientação pode mudar sem comprometer a precisão geográfica.

O estranhamento diante dos modelos do IBGE está relacionado à familiaridade com as representações mais difundidas. Entre elas está a projeção de Mercator, criada em 1569, que ajudou a popularizar os mapas com o norte voltado para cima.
Além dessa orientação, a projeção de Mercator apresenta distorções de área: regiões próximas aos polos ficam visualmente ampliadas, como a América do Norte e a Europa. Já áreas próximas à linha do Equador, como a África e a América do Sul, aparecem com proporções reduzidas. A Terra Igual busca diminuir essas diferenças de tamanho na representação.
As três publicações organizam informações sobre relações internacionais e biodiversidade, sempre com o Brasil na posição central:

Os três mapas estão disponíveis para download gratuito na loja virtual do IBGE. Também há versões impressas à venda, comercializadas em quatro tamanhos diferentes, de A0 a A4, com preços entre R$ 10 e R$ 90.
Use as ferramentas gratuitas do Trader Iniciante para simular investimentos, acompanhar o Tesouro Direto e consultar resultados atualizados.






