Ações da Ânima caem 9% após acordo com Einstein; custo preocupa analistas

Trader Iniciante - RedaçãoTrader Iniciante - RedaçãoMercado Financeiro2 horas atrás7 Visualizações

As ações da Ânima fecharam em queda de 9% na terça-feira, 20 de outubro de 2026, após o anúncio de uma parceria com o Hospital Albert Einstein. O custo do contrato e a incerteza sobre sua contribuição para a receita e o lucro da companhia estão no centro das preocupações dos analistas.

Anunciado na segunda-feira (19), o acordo permite à Ânima usar a marca do Einstein, um dos hospitais mais prestigiados do país, e receber consultoria acadêmica para seus 15 cursos de medicina durante os próximos 20 anos.

A companhia pagará inicialmente R$ 150 milhões, mas esse desembolso não representa o custo completo da parceria. Ao considerar comissões e outros pagamentos contratuais, o BTG Pactual estima que o compromisso poderá superar R$ 600 milhões em valores de hoje.

Como os pagamentos ao Einstein vão funcionar

Além do valor inicial, o Einstein terá direito a 6% da receita dos alunos que ingressarem nos cursos de medicina da Ânima a partir da assinatura do acordo. Assim, o pagamento das comissões crescerá à medida que novas turmas entrarem nas faculdades.

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Foto: Foto: reprodução

A Inspirali, braço de medicina da Ânima, registrou faturamento de R$ 1,5 bilhão em 2025. Usando esse valor como base, o BTG calcula que a comissão poderá ultrapassar R$ 90 milhões por ano quando todos os estudantes estiverem sujeitos às novas condições.

Há ainda uma condição adicional: entre 2027 e 2036, o contrato prevê outros pagamentos caso as comissões não alcancem determinados valores.

Dívida e retorno incerto ampliam as dúvidas

Os compromissos da parceria chegam enquanto a Ânima ainda busca reduzir suas dívidas. Na estimativa do BTG, a dívida líquida da companhia chegará a R$ 4,1 bilhões em 2026.

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O banco já havia questionado, em julho, a compra da FMU pela Ânima. Naquela avaliação, a aquisição poderia prejudicar a geração de caixa e o pagamento de dividendos. Agora, o BTG considera o acordo com o Einstein mais um investimento elevado cujo retorno permanece incerto.

A XP também questiona se a parceria conseguirá compensar seus custos. Em seus cálculos, a Ânima precisaria elevar as mensalidades médias em cerca de 10% acima do que já estava previsto para 2027 para cobrir as despesas do acordo.

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