
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu seis pessoas na manhã de quarta-feira, 28 de outubro de 2026, em uma operação contra um grupo suspeito de lavar dinheiro por meio do sistema financeiro tradicional e de corretoras de criptomoedas. Segundo o inquérito, os investigados movimentaram mais de R$ 5 milhões ligados à receptação de cabos furtados e ao tráfico de drogas.
A operação cumpriu 16 mandados de busca e apreensão em Curitiba, São José dos Pinhais, Colombo e Pinhais. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 471.240 nas contas de cada investigado. Os seis presos foram encaminhados ao sistema penitenciário.
As ordens de busca foram expedidas pela Vara Criminal de Curitiba e tiveram como alvos residências, lojas de reciclagem e ferros-velhos vinculados aos suspeitos.
De acordo com os investigadores, os estabelecimentos comerciais compravam fios furtados de concessionárias de serviços públicos. Esses locais também funcionavam como pontos de distribuição de entorpecentes no bairro Cajuru, em Curitiba.

A investigação aponta que, para esconder a origem dos recursos obtidos com a venda dos materiais furtados e das drogas, o grupo fazia depósitos em dinheiro e transferências para contas de terceiros. O delegado Pablo Andrade Amorim explicou que parte dos valores era posteriormente enviada a operadores financeiros de outros estados e a corretoras de criptomoedas.
A lavagem de dinheiro consiste em ocultar a origem de valores obtidos ilegalmente para que aparentem ser lícitos. No esquema investigado, contas bancárias e plataformas de moedas digitais teriam sido utilizadas para transferir e esconder recursos entre diferentes estados.
O uso de contas de outras pessoas e de operações com moedas digitais pode dificultar o rastreamento dos valores. Ainda assim, os registros dessas movimentações permitem que os investigadores acompanhem o percurso do dinheiro, como busca fazer a apuração no Paraná.
Segundo Amorim, durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam dinheiro em espécie, cartões bancários de crédito e débito, aparelhos celulares, mídias eletrônicas e envelopes com comprovantes de depósitos.

Os itens foram recolhidos tanto nos endereços comerciais quanto nas residências vistoriadas. Os comprovantes bancários encontrados são apontados pela investigação como parte da movimentação financeira do grupo.
O material apreendido passará por exames periciais para rastrear o caminho completo dos ativos e identificar outros possíveis integrantes da rede.
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